Sabe aqueles ensinamentos de mãe que a gente carrega pela vida inteira?
Um deles é o senso de limite — e de bom tom — ao opinar sobre a vida alheia.
Opinar exige convite.
E quando a pessoa sequer pediu a sua opinião?

Vivemos tempos em que a falta de educação ganhou verniz de franqueza. Como se dizer tudo o que se pensa fosse sinônimo de autenticidade, e não, muitas vezes, é invasão. Controlar a língua dentro da boca passou a ser visto quase como um esforço sobre-humano diante das situações da vida alheia que se apresentam, diariamente, aos nossos olhos.

A discrição e a sensatez tornaram-se exercícios raros. Os pensamentos, que deveriam passar pelo filtro da empatia e da honestidade, escapam pela fala de forma desordenada, como gafanhotos sem rumo: fazem barulho, ocupam espaço e deixam estragos. Falta análise. Falta, sobretudo, consideração pelo outro.

A discrição, antes sinal de maturidade, hoje é vista quase como omissão.
Nem toda verdade precisa ser dita.
Nem toda opinião precisa ser compartilhada.
E quase nunca a franqueza justifica a ausência de educação.

O problema não está na sinceridade. Está na vaidade que se esconde atrás dela. Há quem confunda franqueza com superioridade moral, como se apontar o dedo e o caminho alheio fosse sinal de lucidez e não de invasão. Opinar sem convite não é coragem — é falta de educação disfarçada de franqueza.
Existe uma diferença significativa entre dizer a verdade e despejar opiniões. A primeira exige responsabilidade. A segunda, apenas impulso. E quase sempre quem diz “é só a minha opinião” não está disposto a ouvir nenhuma em troca.
A maturidade, ao contrário do que se vende por aí, não está em dizer tudo o que se pensa, mas em saber o que merece ser dito, quando deve ser dito — e, principalmente, se precisa ser dito. O silêncio, muitas vezes, é um gesto de respeito, não de omissão.
E a franqueza só é válida quando caminha de mãos dadas com a educação.
Talvez o maior sinal de amadurecimento social e humano não seja ter algo a dizer sobre tudo, mas compreender que a vida do outro não é espaço de livre acesso.
Vem K! Vamos conversar?
Karina Christina Souza
Meu pai, aos 86 anos, sempre que presencia uma ofensa a um idoso ou ouve comentários de desprezo sobre o envelhecer, responde em alto e bom som:

“Só não vai envelhecer quem já morreu!”
A frase simples é desconcertante.
Afinal, envelhecer não é tão natural quanto nascer?

Por que, então, uma parcela tão significativa da sociedade insiste em tratar o envelhecimento como um erro, uma falha moral, um crime passível de punição?
Mais espantoso ainda: quem ousa assumir essa fase da vida de maneira natural costuma ser rotulado como fraco e descuidado diante de todos.

O envelhecimento, hoje, vem cercado por crenças limitantes — físicas, mentais e emocionais — tão visíveis quanto palpáveis. Ele é frequentemente associado à perda, à inutilidade, à decadência. Pouco se fala sobre ganho, maturidade e sabedoria adquiridos ao longo dos anos.

Não por acaso, esse cenário fértil de ignorância e preconceito estruturado alimenta uma indústria inteira que prospera à sombra do medo de envelhecer. Cremes milagrosos, suplementos “naturais”, procedimentos estéticos lançados a toque de caixa — tudo para sustentar a fantasia de uma juventude eterna. Um mercado bilionário que vende esperança embalada em ilusão.
O resultado? Em grande parte dos casos, não é satisfação, mas uma busca infinita por algo que não retorna. A juventude não volta. E talvez o maior sofrimento esteja justamente em lutar contra essa verdade.
Cabe, então, distinguir conceitos que costumam ser confundidos:
juventude não é jovialidade,
jovialidade não é bem-estar,
e bem-estar não tem idade.
Mas de onde vem, afinal, esse ranço contra o envelhecimento?
Historicamente, na Grécia Antiga, o vigor físico e a beleza foram elevados ao ideal humano. O corpo jovem e forte tornou-se símbolo de perfeição — um imaginário que atravessou séculos e ainda repercute em nossas expectativas sociais.
No Brasil, os direitos das pessoas idosas só ganharam reconhecimento legal em 2003, com o Estatuto da Pessoa Idosa. Ainda assim, muitos idosos continuam sendo vistos como um peso — para a família, para o Estado, para a sociedade. Tornam-se vítimas frequentes, principalmente de violência física, patrimonial e psicológica, muitas vezes invisibilizadas.
“Ranço social contra o envelhecimento” é, portanto, o nome dado a esse preconceito engendrado e naturalizado contra quem envelhece — e contra o envelhecer em si.
Os dados são claros: a população idosa cresce em ritmo acelerado no mundo. Pessoas com 60 anos ou mais já representam uma das faixas etárias que mais se expandem globalmente. No Brasil, essa realidade é ainda mais urgente: em poucos anos, haverá mais idosos do que crianças.
Esse fenômeno movimenta — e continuará movimentando — áreas antes ignoradas: mercado de trabalho, beleza, previdência, cuidados especializados, valorização dos cuidadores de idosos, consumo, turismo. O envelhecimento não é exceção. É regra. É futuro. É presente.
Diante disso, não há mais espaço para negar ou maquiar essa realidade.
O ranço social contra o envelhecimento precisa ser desconstruído, ressignificado e enfrentado, com reflexões honestas e práticas concretas. Precisamos de políticas públicas eficazes, estruturas familiares mais conscientes e, sobretudo, de vivências impregnadas de humanidade, compaixão e solidariedade.
Envelhecer não é perder valor.
É transformar o tempo vivido em história, em memória, em legado.
Vem, K!
Vamos conversar?

O que pensamos quando ouvimos que a sabedoria é a mestra de tudo?
O vocábulo sabedoria origina-se do latim sapientia, que deriva do verbo sapere, significando “ter sabor”, “ter discernimento” ou “saber”. Na Língua Portuguesa, evoluiu para “sabedoria”, mantendo a conexão com “saber” e “sabor”, como em “saber o gosto das coisas”.
Mas até que ponto o ser humano aplica a sabedoria no seu cotidiano?
As perguntas surgem em cima de outras perguntas. E, cada vez mais, não param de fluir. Ora têm a ver com o sabor que a sabedoria possui, ora com onde inicia o discernimento, ora com onde começa ou termina a sabedoria.
Será o sentir do “verbo” da experimentação, da curiosidade, do preenchimento do vazio? Mas que vazio é esse que, em todos os momentos da vida, será necessário preencher? Um vazio existencial? E o vazio que dilacera, que incomoda fisicamente?
Ah… quando o vazio aparece em qualquer fase da vida, ele nos assusta; daí, o que a sabedoria tem a ver com isso, afinal? Ela é a força motriz que vem para preencher com o silêncio, juntamente com as reflexões que surgem para derrubar tabus, portas, muros e opiniões engessadas.
Eis que a ‘Dona Sabedoria’ chegará chegando, no bom baianês, sem pedir permissão, muito menos licença. Exigirá mudanças, impermanências e um novo pertencimento dentro do espaço recém-construído que só ela é capaz de inundar.
Certamente, ela virá acompanhada não só do silêncio reflexivo, mas também de suas parceiras inseparáveis: a coragem e a paciência. A coragem para enfrentar e sair da inércia, combinada com a paciência constante, que poderá ser chamada de companheira.
Vem, K! Vamos conversar!
Com carinho,
Karina Chris
Levi Asaf reúne o elenco da novela Amor Perfeito em sua festa de aniversário de 10 anos no Rio de Janeiro.
Camila Queiroz e Klebber Toledo e Thiago Lacerda com filhos se reuniram no aniversário de 10 anos do ator Levi Asaf, protagonista da novela 'Amor Perfeito'© AGNews, Webert Belicio

Levi Asaf comemora seu aniversário com a presença do elenco de 'Amor Perfeito' - Fotos: Webert Belicio / Agnews O ator mirim Levi Asaf, que vive o personagem Marcelino na novela Amor Perfeito, comemorou o seu aniversário de 10 em grande estilo! Na noite de domingo, 9, ele reuniu os seus amigos e colegas de trabalho em um buffet no Rio de Janeiro para comemorar sua nova idade. Entre os convidados estavam Camila Queiroz com o marido, Klebber Toledo, Thiago Lacerda, Ygor Marçal, Tonico Pereira, Diogo Almeida, Kênia Bárbara e muito mais.
