Por: Agência Brasil
01/08/2021 - 22:35:48

A ginasta Rebeca Andrade conquistou neste domingo (1º) a primeira medalha de ouro na ginástica artística para o Brasil, nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Ela venceu no salto e alcançou o lugar mais alto no pódio.

“Eu dedico a conquista da medalha de ouro a todo mundo, mas, em especial, ao meu treinador, Francisco Porath. A gente trabalhou muito e era um dos aparelhos em que eu tinha mais chance, como vocês sabem. Eu fiquei muito satisfeita. Acho que fico mais feliz com a felicidade dele do que com a própria medalha. Ele só quer me ver brilhar e a única forma que eu posso retribuir é com a minha ginástica e nosso trabalho. Eu pude fazer isso por ele na quinta, com a medalha de prata, e hoje, com a medalha de ouro. E é isso que eu vou buscar fazer, dar orgulho para as pessoas, para a minha família e pra mim”, disse Rebeca ao Comitê Olímpico Brasileiro.

É a segunda medalha de Rebeca Andrade nos Jogos de Tóquio. Ela já havia conquistado a prata no individual geral. Rebeca ainda tem chance de aumentar a sua coleção na final do solo, que será disputada nesta segunda-feira. "Estou bem centrada, amanhã tem mais um dia de competição, mais um dia que vou dar 110% de mim", disse.

A paulista Rebeca Andrade, de 22 anos, fã da campeã mundial Daiane dos Santos, com essas duas conquistas, é a primeira brasileira na ginástica artística a conquistar o ouro e a prata em uma mesma edição dos Jogos Olímpicos.

Antes de chegar aos dois pódios em Tóquio, a ginasta passou pela última de três cirurgias no joelho em meados de 2019, após romper o ligamento cruzado anterior do joelho pela terceira vez em quatro anos.

Rebeca conseguiu a nota 15,083 de média, após 15,166 no primeiro salto e 15,000 no segundo. A medalha de prata ficou com a norte-americana Mykayla Skinner, que obteve 14,916, e o bronze com a sul-coreana Yeo Seojeong, com 14,733.



Por: Redação, com Agência Brasil
28/07/2021 - 10:05:46

O Brasil avançou em duas modalidades no sexto dia de Jogos Olímpicos. A seleção brasileira de futebol masculina se classificou às quartas de final nos Jogos de Tóquio (Japão) em primeiro lugar no Grupo D, rumo ao bicampeonato. A liderança foi definida após o Brasil vencer a Arábia Saudita por 3 a 1 no estádio de Saitama, na cidade japonesa de mesmo nome. A equipe vai enfrentar o Egito, segundo colocado do Grupo C, nas quartas de final do torneio, no sábado, às 7h.

Já na categoria Slalom de canoagem, o Brasil terá dois representantes nas semifinais, que começam nas primeiras horas desta quinta-feira (29). Ana Sátila garantiu a classificação na madrugada desta quarta-feira (28) na canoa individual (C1) e Pedro Gonçalves, o Pepê, no caiaque individual (K1). Sátila disputa as semifinais às 2h (horário de Brasília) desta quinta (29), e Pepê na sexta (30), também às 2h. As finais serão disputadas na sequência das semifinais.

Foto: Futebol / Lucas Figueiredo/CBF 

 

Foto: Canoagem / Miriam Jeske/COB

 



Por: BEATRIZ CESARINI
27/07/2021 - 09:56:38

O Brasil conquistou mais uma medalha nas Olimpíadas de Tóquio. Na noite desta segunda-feira (26), o estreante em olimpíadas Fernando Scheffer disputou a final dos 200m livre, fez o terceiro melhor tempo e levou o bronze. O brasileiro nadou na raia oito, e com o tempo de 1min44s66, garantiu seu lugar no pódio. Tom Dean fez 1min44s22 e ficou em primeiro. Duncan Scott marcou 1min44s26 e ficou com a prata, em uma dobradinha para a Grã-Bretanha.

Depois de 25 anos, o Brasil voltou a ganhar uma medalha nos 200m livre na natação. A última vez que o Brasil conquistou uma medalha olímpica na prova foi em Atlanta-96 com Gustavo Borges. O brasileiro também disputou a final em uma raia de canto, a um, e ficou com a prata.

                      Nesta noite, Scheffer largou bem, mas desde o início da prova o ritmo dos oito nadadores era forte. Na segunda virada, o brasileiro passou em segundo, brigando com o britânico Tom Dean. A partir daí, o gaúcho não deixou de figurar nenhuma vez entre os três primeiros até bater no fim da prova.

 

"Eu não sei até agora ainda. Na prova, eu não tava pensando em colocação, só queria fazer minha prova. Colocar na água tudo o que eu treinei e nadar feliz, cada braçada, aproveitando cada metro. É uma sensação muito especial, parece que eu tô sonhando ainda", falou o mais novo medalhista brasileiro, em entrevista ao SporTV.

 

Na semifinal, Scheffer nadou na raia de número quatro e saiu na frente nos primeiros 100 metros. Nos últimos 50 metros, ele foi ultrapassado e terminou em terceiro na primeira série, com o tempo de 1min45s71. Na classificação final, ele ficou com o oitavo tempo.

 

A caminhada de Scheffer na seleção brasileira começou em 2016, quando ele disputou o Mundial de piscina curta, em Windsor, Canadá. Os primeiros grandes resultados vieram em 2018, no Pan de Lima: ele subiu ao lugar mais alto do pódio para receber a medalha em duas oportunidades: no revezamento 4x200m e nos 200m livre.

 

Scheffer chegou aos Jogos de Tóquio correndo por fora. Na delegação nacional, não era cotado como um dos favoritos a conquistar medalha, mas surpreendeu e marcou seu nome na história da natação.



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Por: Lauro Jardim
27/07/2021 - 09:30:38

Rodolfo Landim, presidente do Flamengo

 Poderá ter polêmicas jurídicas a decisão tomada há pouco pela Justiça do Rio de Janeiro, de anular a eleição de Rogério Caboclo, ocorrida em 2018, para a presidência da CBF e nomear os presidentes do Flamengo, Rodolfo Landim, e o da Federação Paulista de Futebol, Reinaldo Bastos, como interventores por 30 dias.

De acordo com o artigo 90 da Lei Pelé, "é vedado aos administradores e membros de conselho fiscal de entidade de prática desportiva o exercício de cargo ou função em entidade de administração do desporto.".

 

Isso significa que, se Landim aceitar a missão, terá que se licenciar do comando do Flamengo.



Por: Agência Brasil
25/07/2021 - 10:01:01

A ginasta brasileira Rebeca Andrade, de 22 anos, se garantiu na manhã deste domingo (25) em três finais no Centro de Ginástica de Ariake, em Tóquio.

A atleta estará na disputa da medalha no individual geral da Olimpíada, competição na qual passou na segunda posição, com 57,399 pontos, atrás apenas da super favorita Simone Biles. No salto, Rebeca foi a terceira melhor com a média de 15,100 pontos nos dois saltos. No solo, com a apresentação embalada pela música do Baile de Favela, ela obteve a nota 14,066 pontos, ficando somente um décimo atrás da líder, a italiana Vanessa Ferrari.

A primeira final da Rebeca será na quinta-feira (29), às 07h50 (horário de Brasília), no individual geral. As medalhistas no salto serão conhecidas no próximo domingo (1º de agosto) e as melhores do solo brigarão pelas medalhas no dia 2 de agosto.

Flávia Saraiva conseguiu a vaga na final na trave. Mas acabou torcendo o tornozelo direito no solo e teve que abandonar as disputas seguintes. A ideia da atleta é buscar a recuperação física para participar da final da trave prevista para o dia 3 de agosto, às 5h48.

Foto: Gaspar Nóbrega/COB/Direitos Reservados



Por: Vitor Seta
22/07/2021 - 16:06:42

Paulinho comemora gol pelo Brasil atirando a flecha de Oxóssi Autor do quarto gol da seleção brasileira na vitória por 4 a 2 sobre a Alemanha, pela estreia da seleção brasileira masculina de futebol nos Jogos Olímpicos de Tóquio, o atacante Paulinho comemorou com um gesto simbolizando uma flecha sendo atirada. A celebração tem um significado profundo para o jogador: trata-se da flecha, ou ofá, de Oxóssi, orixá que o protege no Candomblé.



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Por: Sucom
12/07/2021 - 10:44:02

Competidores, árbitros e colaboradores estiveram envolvidos no 1° Torneio de Futmesa, realizado pela Secretaria de Esporte, Juventude, Cultura e Lazer de Eunápolis, neste fim de semana.

A competição, que ocorreu no Ginásio ACM, bairro Centauro, reuniu disputas das categorias individual e dupla. 20 atletas participaram de cada categoria.

Na sexta-feira (09/07), a disputa individual sagrou como campeão Mairton Ferreira e vice-campeão Juliano Craque. Já no sábado (10/07), as duplas Nal do Alecrim e professor Danilinho, e Mairton Ferreira e Denis Melo ficaram com o primeiro e segundo lugar, respectivamente.

Todos os campeões e vice-campeões receberam premiações, assim como Breno Júnior, que foi o atleta revelação. Os árbitros, que haviam participado de um workshop durante a semana, também receberam certificados.

O 1° Torneio de Futmesa contou com a participação do secretário de Esporte, Juventude, Cultura e Lazer, Leandro Lima, que fez a abertura do evento desejando boa sorte aos competidores, e do secretário de Governo, Osvaldo Soares, que prestigiou a realização do torneio. A competição ainda teve parceria com a empresa Play Fut.

Todos os protocolos de saúde foram obedecidos durante a realização do evento.

LEGENDAS

Foto 1: Secretário Leandro Lima desejou boa sorte aos competidores do 1° Torneio de Futmesa

Foto 2: Todos os protocolos de saúde foram obedecidos durante realização do evento

Foto 3: 1° Torneio de Futmesa reuniu competidores nas categorias individual e dupla

Foto 4: Árbitros atuaram no evento após participação em workshop

Foto 5: Atletas competem durante realização do 1° Torneio de Futmesa

 

Foto 6: Competidores, árbitros e colaboradores estiveram envolvidos no 1° Torneio de Futmesa



Por: Julio Gomes
12/07/2021 - 10:30:23

A Itália é campeã da Europa! Com justiça. Como também seria justo o título inglês. Foram as duas melhores seleções do torneio e também do ciclo iniciado após a Copa da Rússia. No fim, nos pênaltis, deu Itália. Uma nova Itália, que se reinventou e passou a jogar um futebol atual, moderno, corajoso.

Muitos dizem que pênaltis são uma questão de sorte. Bem, o técnico inglês, Southgate, mandou dois jogadores a campo no último minuto da prorrogação somente para cobrar pênaltis. Os dois falharam (Rashford e Sancho). Há momentos em que o futebol não pode ser calculado de forma tão pragmática e estatística. O ritmo de jogo, a tensão de uma final, são coisas muito mais importantes do que o aproveitamento em treinos.

 

O fato é que a Itália teve mais sangue frio nos pênaltis, apesar de Jorginho, possivelmente o melhor cobrador do mundo, ter perdido o dele. Três brasileiros, Jorginho, Emerson Palmieri e Rafael Tolói, são campeões europeus.

 

A final foi muito condicionada pelo gol no início. Um belo gol, diga-se de passagem, com a construção passando por Kane no meio de campo - um 9 recuado, do mesmo jeito que Olmo fez (e machucou) contra a Itália na semifinal. Kane acionou Trippier, que cruzou para o outro lateral, Shaw, marcar.

 

A partir daí, e eram só 2min de jogo, a Inglaterra quis ganhar de 1 a 0. E a Itália foi em busca do resultado. Acho que a Inglaterra errou ao não aproveitar o momento, o público e a vantagem. A Itália, esta Itália, sabe jogar com a bola. Só não foi assim na semifinal.

 

Principalmente no segundo tempo, estava claro que o empate acabaria chegando. E chegou, com Bonucci, apesar da enorme defesa de Pickford no lance anterior. Aí, foi a vez de a Itália desperdiçar o momento. A Inglaterra estava acuada, morrendo de medo de perder diante de seu público, e faltou à Itália o instinto assassino para matar a decisão ali, nos 15 minutos finais, quando a rival estava grogue.

 

Na prorrogação, a Inglaterra teve, pela primeira vez, o controle. O que faz todos pensarem o que seria do jogo se os ingleses tivessem tentado se impor depois do gol relâmpago. A seleção da casa podia ter vencido o jogo na prorrogação, mas o empate persistiu.

 

No fim, os milhares de ingleses que esperavam ver história ser feita em Wembley, vão para casa com a sensação do "nunca seremos". E a Itália, pela primeira vez em 53 anos, é campeã da Eurocopa. Uma camisa linda, pesada e campeã.

 

O processo italiano começou com o desastre de ter ficado fora da Copa do Mundo, uma vergonha para um país tetracampeão mundial. Roberto Mancini soube olhar para todos os clubes, não só os grandes, para tudo o que estava ocorrendo em volta. Mesclou veteranos com jogadores que haviam tido poucas oportunidades com jovens talentosos que estavam surgindo.

 

São 34 jogos de invencibilidade, três anos sem perder um jogo de futebol. A Itália adaptou seu jogo ao futebol de hoje, dando um bico em uma história de times ultradefensivos e reativos. A modernidade chega para todos. E o prêmio sempre chega a quem sabe ler o que mundo pede. Auguri, Itália!



Por: Leo Burlá
11/07/2021 - 10:59:55

Anunciado como novo técnico do Flamengo, Renato Gaúcho precisou de 22 anos para realizar um sonho. Do modesto Bangu, clube em que iniciou a carreira como treinador em 1999, ao seu Grêmio do coração, o treinador nunca escondeu o desejo de voltar a vestir rubro-negro. A hora, enfim, chegou.

O Renato que volta à Gávea chega credenciado por taças e a pecha de ser, para muitos, um dos melhores treinadores do país. Ex-ponta com quatro passagens pelo clube, o gaúcho, assim como nos tempos de jogador, divide opiniões. Amado ou odiado, ele terá de reconquistar o coração de muitos rubro-negros.

Os defensores de Renato são aqueles que não esquecem do atacante driblador que arrebatou o torcedor em sua primeira passagem. Ao lado de Zico, Bebeto, Andrade e companhia, ele integrou um esquadrão que levantou a Copa União e ficou marcado como um dos maiores times da história do Flamengo.

 

Adaptado ao Rio de Janeiro, Renato criou uma rara química com a arquibancada e assumiu o papel de ídolo. Após breve passagem pela Roma, voltou ao clube para levantar a Copa do Brasil em 1990. Ele ainda retornaria ao clube em 1993 e 1997, mas suas passagens não tiveram o mesmo brilho, embora o amor da arquibancada seguisse intacto. Ou quase.

 

Depois de um período apagado no Atlético-MG, o ex-jogador já era tachado como um atleta em fim de carreira. Foi neste cenário que ele passou de herói a vilão para grande parte dos rubro-negros. No ano do centenário do Flamengo, o então camisa 7 liderou um desacreditado Fluminense ao título carioca sobre o maior rival. O gol de barriga entrou para a história e transformou sua relação com a Nação.

 

Ao vestir as cores do Fluminense, Renato passou a fazer da torcida rubro-negra um de seus alvos preferidos. A cada gol marcado contra o Flamengo, pedidos de silêncio para arquibancada. A cada toque na bola, vaias e gritos ofensivos da parte vermelha e preta.

 

Essa convivência de amor e ódio não se limitou apenas ao campo. Já como treinador, sempre teve de conviver com certa hostilidade dos rubro-negros. No fundo, uma mensagem de admiração ao antigo "filho".

 

Esse ambiente de provocações não cessou nem em peladas de fim de ano. A cada edição do "Jogo das Estrelas", evento beneficente promovido pelo Galinho de Quintino, os rubro-negros não deixaram de pegar no pé do agora cinquentão.

 

Com o casamento reatado, cabe às partes superarem as divergências e caminharem no mesmo rumo. A partir de agora, o sonho de Renato é o mesmo de cada torcedor.



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Por: Menon (Opinião)
11/07/2021 - 10:51:23

Acabou o jejum da Argentina. Ganhou a Copa América, um título que não tinha desde 1993 no Equador. E nenhum outro.

Foi um time mais coeso, mais unido e lutador contra outro, que viveu de Neymar. Ele fez uma grande partida. Um guerreiro. Muito acima de seus companheiros. Ajudou todos e pouco foi ajudado.

 

Só para comparar: Messi jogou muito menos que Neymar, mas havia um time organizado para sustentá-lo.

 

São dependências diferentes.

 

A Argentina luta muito para Messi resolver.

 

O Brasil espera que Neymar resolva.

 

E o grande jogador foi De Paul. Uma partida épica. No meio, na frente, um combatente em campo. Jogou mais que o meio campo todo do Brasil.

 

O Brasil não pode reclamar. A Argentina foi mais time.