
A Associação Americana de Avanço da Ciência apontou que a realização de ressonância magnética cerebral em bebês a partir dos seis meses de idade pode predizer diagnósticos posteriores de Transtorno do Espectro Autista (ASD).
De acordo com resultados da pesquisa, a detecção precoce e um adequado tratamento de conduta podem representar uma significativa melhora na vida das crianças com a condição.
"Vemos um aumento do índice de crescimento na superfície externa do cérebro, das dobras e do tipo de ondulação da superfície que é seguido por um crescimento excessivo do cérebro no segundo ano", afirmou Joseph Piven, da Universidade da Carolina do Norte Chapel Hill.
O relatório ressaltou ainda que a identificação de sinais de um problema de ASD não aparecem "antes dos dois anos de idade ou mais tarde". Ainda assim, a relação observada entre o desenvolvimento do cérebro aos seis meses e o autismo foi "de quase 100% de precisão".
Foram analisados 59 bebês com alto risco de ASD, devido à presença do transtorno em familiares, durante o sono. Destas, 11 foram diagnosticadas com a ASD aos 24 meses de idade. Foi possível detectar antecipadamente nove dos casos. Desta forma, os pesquisadores separaram os padrões de atividade cerebral que seriam indicativos.
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