Uma planilha apreendida na sede da JBS, em São Paulo, traz o nome de 64 políticos que receberiam dinheiro da empresa, entre eles o presidente Michel Temer (PMDB) e o vice-governador da Bahia, João Leão (PP).

O documento registra a existência de uma conta corrente aberta especificamente para irrigar as contas de políticos e partidos. Segundo a planilha, Leão teria recebido R$ 100 mil em crédito em 22 de setembro de 2014, pouco antes das eleições que sagraram Rui Costa governador do Estado. Já Temer teria embolsado R$ 1 milhão em 2 de setembro do mesmo ano.
A planilha foi encontrada pela Polícia Federal em uma pasta no gabinete de Wesley Batista, um dos donos do grupo J&F, que controla a JBS, em 11 de maio deste ano. A apreensão foi feita no âmbito da Operação Maquinários, coordenada pela Superintendência Regional da Polícia Federal de Mato Grosso do Sul.
Feitos entre 25 de agosto de 2014 – data em que a conta foi aberta, com saldo inicial de R$ 320 mil – e 21 de janeiro de 2015, os lançamentos apontam que a empresa despejou mais de R$ 56 milhões na conta. Parte dessas transações, no entanto, já tinham sido reveladas por meio das delações premiadas de executivos da JBS.
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