
A piauiense Monalysa Alcântara, de 18 anos, foi coroada como a nova Miss Brasil na noite deste sábado (19), em concurso realizado em Ilhabela, no litoral de São Paulo. Ela desbancou outras 26 candidatas e representará o país no Miss Universo deste ano, que ainda vai anunciar o local do evento. Por ser a terceira mulher negra a conquistar o título, entretanto, a modelo tem sido alvo de comentários racistas e preconceituosos nas redes sociais.

Uma das justificativas dadas pelos jurados para a vitória de Monalysa foi o fato de ela representar a "brasilidade". No ano passado, Raissa Santana, do Paraná, foi a vencedora do concurso e segunda negra a carregar a faixa com o título. "Agora me responde, o que é a famigerada brasilidade? É ser negra: Então as brasileiras caucasianas não são brasileiras? Por favor, para, né? Mas mesmo assim não vou atacar nem desmerecer o brilho da mona, porém espero que a Missa Argentina me represente e represente a parte brasileira que não possui a 'brasilidade", comentou Thales Weingarten Couto.
Um dos comentários mais reproduzidos e criticados foi feito pela usuária do Twitter Juliana Porto, que comparou Monalysa a uma empregada doméstica. "Credooo! A Miss Piaui tem cara de empregadinha, cara comum, não tem perfil de miss, não era pra estar aí. Sorry", escreveu ela. Já Josimar Quintinho desejou a morte da modelo por ser negra. "Não é exagero. Só espero que ela morra antes do Miss Universo, pra Ju assumir o posto", disse o internauta em referência à gaúcha Juliana Mueller, de 25 anos, que ficou em segundo lugar.
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