Por: AtlanticaNews
21/07/2014 - 18:50:29

Conversa tida pela reportagem do Atlântica News com professores e dirigentes de escolas de Eunápolis nos últimos dias dá a certeza de que o aumento do consumo de drogas entre os adolescentes e até pré-adolescentes causa cada vez mais danos ao ambiente escolar.

Pelo que a reportagem apurou, o tráfico de drogas presente nos bairros, e muitas vezes nas imediações das unidades escolares da rede pública está ultrapassando os muros das escolas, e ali se instalando, ampliando o número de consumidores. Uma professora que pediu para não ter o seu nome nem o da escola divulgados, chegou a afirma que onde leciona, cerca de 30% dos alunos fazem uso de drogas.

O mais grave é que as drogas estão aliciando alunos cada vez mais jovens, não apenas para o consumo, mas para o tráfico. “A gente vê crianças de 12, 13 anos, oferecendo drogas no pátio, e o pior é que não pode fazer nada, porque pode morrer”, afirmou uma professora da escola Rodrigo Bonfim, no Pequi.

Outra professora reproduziu para a reportagem um depoimento que teria ouvido de uma aluna, que a deixara chocada. “Nós temos que ficar com eles [os traficantes] porque eles nos protegem”, teria desabafado a aluna, ao justificar a relação próxima com um traficante, dentro da própria escola.

O principal efeito, devastador, é o ambiente de insegurança que se instalou nas unidades de ensino, que impede a direção e os professores de fazerem o enfrentamento aos traficantes. Pelo menos duas educadoras reconheceram que fazem vista grossa ao tráfico dentro da própria escola, por medo de morrer, se advertir ao aluno. “Não há um mínimo de garantia nem para os professores nem alunos, o que podemos fazer?”, indaga uma delas, que não quis ter o nome divulgado.

Sobre isso, a reportagem falou também com a presidente da APLB Sindicato- o sindicato dos professores -, Jovita Lima. De acordo ela, os professores evitam, sim, esse enfrentamento. Porém, são poucos os casos de que tem conhecimento, no que diz respeito à violência dos traficantes contra os mestres. “O que eu já ouvi dizer, é que os próprios traficantes não querem esse tipo de violência”, Jovita não quis, entretanto, fazer uma análise mais aprofundada do porque desse comportamento dos traficantes. “São conversas que a gente ouve; não se sabe se é mesmo verdade”, pontuou.

Mas essa “invasão” das drogas nas escolas não ocorre unicamente em Eunápolis. Em conversa com a reportagem, a diretora da Diretoria Regional de Educação em Eunápolis (Direc 8), Lilian Leão Rodrigues afirmou que o ambiente é também muito ruim em todas as escolas das outras cidades da área de abrangência da Direc 8. E garantiu que em duas delas: a Escola Estadual João Carlos de Matos, na Vila 

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