
No dia 12 de maio, quando é celebrado o Dia de Conscientização da Fibromialgia, uma condição ainda cercada por dúvidas e subdiagnóstico entra no centro do debate público. Estima-se que cerca de 3% da população brasileira conviva com a síndrome, segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia - um número significativo para uma doença que, apesar de não deixar marcas visíveis em exames, compromete sensivelmente a qualidade de vida do paciente.
Caracterizada por dor crônica generalizada, a fibromialgia vai muito além do desconforto físico. Fadiga persistente, distúrbios do sono, rigidez muscular e dificuldades cognitivas estão entre os sintomas mais comuns, frequentemente associados a quadros de ansiedade e depressão. “A dor é real, embora não apareça em exames laboratoriais ou de imagem. Por isso, o diagnóstico é clínico, baseado na história do paciente e na exclusão de outras doenças”, explica a médica reumatologista Ana Teresa Amoedo , que atua na Novaimuno, unidade do Grupo CITA, em Salvador.
A síndrome afeta principalmente mulheres entre 30 e 60 anos, mas não é exclusiva desse público. Casos em homens e pessoas mais jovens também são registrados. Sem uma causa única definida, Ana Amoedo afirma que a fibromialgia está associada a múltiplos fatores. “Estresse crônico, traumas físicos, processos infecciosos, alterações hormonais e predisposição genética figuram entre os principais gatilhos. Pessoas com histórico de transtornos emocionais ou que vivem sob pressão constante também apresentam maior risco de desenvolver a síndrome”, ressalta.
Ana Teresa Amoedo, reumatologista (Acervo pessoal)
Imunobiológicos
Apesar de não ter cura, o tratamento vem evoluindo bastante nos últimos tempos e hoje oferece caminhos eficazes para o controle dos sintomas. A abordagem é multidisciplinar e personalizada, combinando medicação, acompanhamento médico, atividade física e suporte psicológico. Em alguns casos específicos, especialmente quando há doenças autoimunes associadas, o uso de imunobiológicos tem apresentado resultados promissores.
Na capital baiana, condutas como a da Novaimuno refletem essa nova perspectiva de cuidado integrado. A clínica reúne diferentes especialidades e aposta em terapias inovadoras, com foco na humanização do atendimento e na melhoria da qualidade de vida dos pacientes. “Em um cenário onde a dor nem sempre é visível, a informação se torna ferramenta essencial. O Dia de Conscientização da Fibromialgia reforça a importância de reconhecer os sinais, ampliar o acesso ao diagnóstico e combater o estigma que ainda cerca a doença”, conclui a reumatologista.
Grupo CITA
O Grupo CITA - Centros Integrados de Terapia Assistida é uma holding de clínicas especializadas no cuidado de doenças raras e autoimunes e tem como missão cuidar da saúde das pessoas e das pessoas da saúde, oferecendo um atendimento humanizado e integral, com suporte interdisciplinar que abrange prevenção, diagnóstico e tratamento. Com uma equipe altamente qualificada e presença nas cidades de São Paulo e Salvador, o grupo se destaca pelos altos padrões de qualidade, excelência em gestão e segurança no atendimento médico, contando com selos de certificação e acreditação ONA. Na capital paulista, integra o Grupo CITA a clínica EV CITI, e em Salvador, as unidades Novaimuno, IBIS e Cliagen. Atuando em especialidades como Reumatologia, Dermatologia, Neurologia, Gastroenterologia e Alergologia, o Grupo CITA reafirma seu propósito de transformar a experiência em saúde, unindo ciência, inovação e acolhimento para melhorar a qualidade de vida das pessoas.