
É preocupante. Estamos vendo crianças e adolescentes perderem a vida bem debaixo dos nossos olhos… Assim como o jogo Baleia Azul, que fez muitas vítimas entre jovens e crianças no mundo inteiro, chega ao Brasil um novo "jogo", o Desafio da Momo, uma espécie de desafio de asfixia, feito por um perfil que tem aparência uma "boneca" horrível e que ao que tudo indica, teria sido a causa do enforcamento de um menino de 09 anos no estado de Pernambuco na semana passada.
O caso do garoto de Pernambuco, que se enforcou no quintal de casa na quarta-feira (16/05), ainda está sendo investigado, e na Argentina, um caso parecido deixou pais de crianças e adolescentes em alerta no final de julho: a polícia começou a investigação sobre o suicídio de uma menina de 12 anos que recebia ameaças pelo WhatsApp de um contato identificado como Momo.
O que podemos fazer para evitar que coisas desse tipo aconteçam? Sem sombra de dúvidas é preciso reforçar o alerta aos pais, especialmente aqueles que tem filhos que já possuem celular e acesso livre a tablets, pois o que esses desafios tem em comum é chegam através destes aparelhos, por meio das redes sociais como Facebook e em Apps de mensagens, como o WhatsApp. Mas, ainda para pais de crianças menores é preciso lembrar o diálogo e a boa comunicação deve ser plantados desde cedo!
Mas o que é a Momo e como funciona?
A imagem usada como perfil é a imagem horrível de uma “boneca”, e se trata de uma escultura japonesa exposta que pertence ao museu Vanilla Gallery, no distrito de Ginza, em Tóquio, no Japão. A imagem do Momo ficou famosa pelo aplicativo de conversas e vem causando curiosidade entre os internautas. Mas, especialistas advertem que o desafio pode ser algo muito mais sério do que uma simples distração online.
O desafio consiste em adicionar um contato com o suposto número do Momo e iniciar uma conversa. Segundo youtubers que testaram o desafio e postaram vídeos sobre a experiência, “Momo” seria uma suposta entidade sobrenatural que fala a partir de um número específico pelo WhatsApp. Segundo os relatos, o número envia fotos e vídeos perturbadores, além de realizar chantagens com informações pessoais e ameaças. Como toda lenda urbana, a história de Momo, claro, não é real.
Olhe para seu filho!
Para mim o mais importante em qualquer caso, tanto para amizades reais e virtuais, é estar atento ao seu filho, o que falam, como brincam e o que sentem. Diálogo, conversas e momentos juntos trazem intimidade e é possível criar um canal mais estreito com ele de confiança e criando um ambiente e um clima para que ele se sinta confortável em conversar sobre qualquer assunto com você querida mamãe, papai, avó ou cuidador.
O que dizem os Especialistas
Em matéria especial a Pais & Filhos entrevistou a especialista Andrea Ramal, consultora em Educação, Doutora em Educação pela PUC-Rio e autora do livro Educação na Cibercultura para saber como agir e como proteger os nossos filhos:
Para proteger sua família de desafios online desse tipo, que nada têm de brincadeira, é preciso observar comportamentos que fujam do normal, como alteração do humor, aumento da agressividade, tristeza, prostração ou emagrecimento. “A atenção deve ser redobrada com aqueles jovens que já apresentem tendência à depressão, que costumam ser especialmente atraídos por jogos prejudiciais”, aconselha Andrea Ramal, consultora em Educação, Doutora em Educação pela PUC-Rio e autora do livro Educação na Cibercultura.
Caso seu filho seja exposto a golpes e cibercrimes como esse, o melhor caminho é denunciar e registrar pelo número 181 ou diretamente em uma delegacia. Além disso é muito importante procurar a escola, conversar com o diretor, psicopedagogo ou psicólogo, e com os professores que acompanham a criança, para avaliar a situação como um todo, a partir de diferentes pontos de vista. “É necessário incentivar, na escola e em casa, o questionamento sobre as razões e consequências de atos e escolhas, e refletir sobre valores”, aconselha a especialista.
Para Alexandre Barbosa, gerente do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) o ambiente escolar também precisa atuar no combate ao mau uso da internet. De acordo com a pesquisa TIC Educação 2017, realizada pelo Centro, apenas 18% das escolas públicas e 41% das particulares – das principais capitais do Brasil, como o Recife – realizaram palestras, debates ou cursos sobre o uso responsável da Internet nos últimos 12 meses. "Tal resultado pode ser um indício de que as discussões sobre o uso seguro, consciente e responsável da internet são tratadas na escola de forma esporádica".
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