
O pai de um bebê que morreu ainda na barriga da mãe, em Porto Seguro, denunciou negligência médica no caso. Segundo ele, em publicação numa rede social, a equipe médica que fez o atendimento no Hospital Luís Eduardo Magalhães orientou que a parturiente fosse para casa, mesmo sabendo das fortes contrações, dilatação e sangramentos de Crislaine Souza, que já estava com 41 semanas de gestação.
Segundo Daniel Santos, a esposa dele deu entrada no hospital às 15h de domingo sentindo as contrações do parto. Ela só foi atendida às 19h, com a recomendação de uma médica para voltar para casa. No dia seguinte, a paciente foi atendida por outro médico, que, segundo o pai, também iria liberá-la não fosse a recomendação da médica anterior para interna-la nesse dia. Na terça-feira, uma terceira médica informou que a parturiente teria que ser operada. Os exames detectaram que o coração do bebê não batia mais.
Daniel também denunciou comportamentos antiprofissionais e discriminatórios de algumas enfermeiras da unidade.
Confira a carta publicada por Daniel:
“Venho aqui prestar a minha indignação no hospital Luís Eduardo Magalhães, aqui em Porto Seguro (Ba). Na tarde do dia 11/02/2018 (domingo), minha esposa grávida de 41 semanas e alguns dias já vinha sentindo fortes contrações alguns dias antes, nessa tarde fomos imediatamente pra esse exato Hospital Luís Eduardo Magalhães sentindo fortes contrações.
Chegando lá as 15:00 só fomos atendidos às 19:00. Minha esposa foi examinada por uma médica (não me lembro o nome), fez o toque, estava com 1 centímetro de dilatação a minha esposa chorando de dor. A médica mesmo assim não internou e liberou minha esposa. Nessa noite minha esposa não conseguiu dormir de dor, sangrando forte, mandou ela voltar na segunda feira 12/02 pela manhã.
Fomos na segunda-feira às 9:00 hrs, ela entrou sozinha, demorou um pouco, foi atendida já por outro médico, o médico não ia internar, foi então que a minha esposa falou, que a médica no dia passado tinha mandado ela se internar cedo. Foi então que internaram a minha esposa por volta das 11:45 sentindo fortes dores. Minha esposa ainda ficou à espera de um leito das 9:00 às 00:30, com muita persistência da minha sogra Tabita Souza da Conceição conseguiu o leito pra minha esposa tentar dormir. A médica disse: vamos te encaminhar pro leito, vamos te aplicar o remédio na sua vagina pra aumentar as dores daqui a pouco, minha esposa ficou alegre porque teria nosso filhinho nos nossos braços, mas esse não foi o caso, a médica que estava de plantão deixou minha esposa gemer de dor a madrugada toda, só veio aplicar o remédio em minha esposa às 6:30 de terça feira. Minha esposa sentindo fortes contrações, a médica então colocou o remédio na vagina da minha esposa. A partir daí aumentou a dor, piorou, estava prestes a ter meu bebê em meus braços! Minha esposa ficou sentindo dores até às 12:50, foi então que eu imediatamente chamei o médico, doutor competente Abelardo, veio fazer o toque em minha esposa Lay Souza, já estava com 8 centímetros de dilatação, minha esposa mesmo na dor deu aquele sorriso feliz. O médico ouviu o coração do meu filho e já não estava mais batendo. o doutor Abelardo tentou uns 15 minutos mais outra enfermeira ouvir o coração do meu filho, mas infelizmente por negligência médica não foi escutado.
O médico já tinha dito pra minha esposa que já tinham que ter feito a cesariana em minha esposa. Então imediatamente o Dr Abelardo encaminhou minha esposa pra sala de ultrasson pra ver o bebê, mas mesmo assim o meu filho não mexeu. Encaminharam pra sala de cirurgia cesariana às pressas, fizeram o parto e o meu filho, minha vida, nasceu morto pela demora de ser atendida. Ela já estava sangrando muito, sangue duro, mas as enfermeiras falavam que era normal que neste instante ela dava à luz! Mas não foi o ocorrido.
Algumas enfermeiras do setor de baixo, ignorantes, sem respeito com minha esposa, todos nós sabemos que agachar, andar é bom pra abrir o eixo, então uma enfermeira chegou em minha esposa e disse que é feio ela como mulher ficar agachando porque tinha médicos passando! E é feio pra mulheres, nossa só Deus na causa estou horrorizado.
Minha sogra foi falar com a enfermeira que minha esposa estava sentindo muitas dores e que se demorasse mais minha esposa ou meu filho iriam morrer, a enfermeira então disse que ela estudou pra isso e que ela sabe o que faz e diz... Foi tanta falta de respeito com outras grávidas também. Por favor, compartilhem até que cheguem as autoridades, estou como pai e marido super angustiado, só Deus pra me dar forças. Que não aconteça com outras famílias, porque só quem sabe a dor é quem tá sentindo e quem já passou por isso.
#AjudeVidas
#MeuDaviLuccaSeFoi”