
O Estadão revelou neste domingo (16) que os partidos PT e PMDB teriam recebido R$ 154 milhões em propina da Petrobrás através dos operadores Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, que agia para o PMDB, e o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, através do diretor Renato Duque, já preso pela Polícia Federal.
Segundo a publicação, os pagamentos eram feitos por Duque depois de fechar contratos superfaturados com as empreiteiras.
O lobista do PMDB teria indicado, de acordo com os delatores, o diretor Nestor Cerveró, que ainda está solto. A propina do suborno seria, segundo o jornal, pré-condição para que as empreiteiras firmassem contratos.
Estas últimas informações foram delatadas à Operação Lava Jato pelos executivos da Camargo Correia, Júlio Camargo, e por Augusto Ribeiro, da Toyo Setal, em troca da redução das suas penas.
Fernando Baiano teria recebido cerca de 40 milhões de dólares, para viabilizar sondas de perfuração, e outros 95 milhões pagos a Duque, que encarregara o seu gerente conhecido como Pedro Barusco para arranjar contratos para as empreiteiras. Outros foram pagos ao diretor Renato Duque em contas no exterior. Barusco até agora não foi localizado e é considerado fugitivo.
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