Quantas vezes você já sofreu por algo que nem aconteceu?
Eu posso responder essa pergunta com sinceridade: sofri inúmeras vezes antecipando dores que ainda nem existiam. Sofri no pensamento de um luto, de uma separação, de um afastamento de uma amizade verdadeira, da perda de um emprego, de um tratamento de saúde ou até mesmo da necessidade de reconstruir a própria vida.

E, em muitas dessas situações, percebi que a dor maior não estava no fato em si, mas na ansiedade de imaginar cenários que ainda não haviam se concretizado.
Foi então que, em diversos momentos, lembrei-me do girassol.
Uma planta de cores fortes, formato marcante e textura única que, mesmo diante do caos, procura a luz para sobreviver, se manter firme e cumprir a sua missão de florescer.
Essa imagem simples me ensinou algo profundo: nem sempre podemos controlar as circunstâncias, mas podemos escolher para onde direcionar o nosso olhar.

Em outros momentos, também me fortaleci com esse pensamento afirmativo:
"Não corte os momentos difíceis de sua vida, todos nós temos vontades, elas vêm e vão."
E como está na Bíblia: "A cada dia basta o seu cuidado”. (Mateus 6,34).
Alguns consideram essa passagem bíblica como sabedoria popular que diz:
“Basta a cada dia o seu próprio mal.”

Há uma sabedoria silenciosa nessa frase. Ela nos convida a viver o presente com mais serenidade, sem carregar o peso de dores futuras que talvez nunca cheguem. Sofrer antes do tempo é prolongar um sofrimento que, muitas vezes, nem será necessário.
Viver um dia de cada vez não é descuido com o futuro.
É maturidade emocional.

É economia de energia.
É cuidado com a própria saúde mental.
A vida já traz desafios suficientes em seu ritmo natural. Antecipar dores é acrescentar fardos desnecessários ao coração.
Talvez a verdadeira força esteja nisso:
enfrentar o hoje com coragem,
aceitar o agora com lucidez,
e confiar que, quando o amanhã chegar, também trará consigo a graça necessária para ser vivido.
Assim como o girassol, que não controla o sol, mas escolhe voltar-se para a luz, nós também podemos escolher viver com presença.
Um dia de cada vez.
E isso, por si só, já é um grande ato de fé na vida.
Vem K! Vamos conversar?