

O que pensamos quando ouvimos que a sabedoria é a mestra de tudo?
O vocábulo sabedoria origina-se do latim sapientia, que deriva do verbo sapere, significando “ter sabor”, “ter discernimento” ou “saber”. Na Língua Portuguesa, evoluiu para “sabedoria”, mantendo a conexão com “saber” e “sabor”, como em “saber o gosto das coisas”.
Mas até que ponto o ser humano aplica a sabedoria no seu cotidiano?
As perguntas surgem em cima de outras perguntas. E, cada vez mais, não param de fluir. Ora têm a ver com o sabor que a sabedoria possui, ora com onde inicia o discernimento, ora com onde começa ou termina a sabedoria.
Será o sentir do “verbo” da experimentação, da curiosidade, do preenchimento do vazio? Mas que vazio é esse que, em todos os momentos da vida, será necessário preencher? Um vazio existencial? E o vazio que dilacera, que incomoda fisicamente?
Ah… quando o vazio aparece em qualquer fase da vida, ele nos assusta; daí, o que a sabedoria tem a ver com isso, afinal? Ela é a força motriz que vem para preencher com o silêncio, juntamente com as reflexões que surgem para derrubar tabus, portas, muros e opiniões engessadas.
Eis que a ‘Dona Sabedoria’ chegará chegando, no bom baianês, sem pedir permissão, muito menos licença. Exigirá mudanças, impermanências e um novo pertencimento dentro do espaço recém-construído que só ela é capaz de inundar.
Certamente, ela virá acompanhada não só do silêncio reflexivo, mas também de suas parceiras inseparáveis: a coragem e a paciência. A coragem para enfrentar e sair da inércia, combinada com a paciência constante, que poderá ser chamada de companheira.
Vem, K! Vamos conversar!
Com carinho,
Karina Chris