
Final de ano é uma época de realizar balanços. Já no início, normalmente começamos a fazer projetos e pensar nas mudanças que pretendemos fazer na nossa vida. E para contribuir com essas mudanças, proponho que coloquemos mais otimismo no nosso cotidiano.
De acordo com o barômetro global de esperança e felicidade, pesquisa realizada pela WIN-Gallup International Association, 35% da população do mundo está esperançosa sobre as perspectivas econômicas para 2013.
Alguém pode até dizer que estamos falando de expectativa e que entre a expectativa e a possibilidade de concretização há uma distancia muito grande. Entretanto, essa visão contrária é uma estratégia do cérebro humano para a motivação que se chama de “viés otimista” que é a tendência dos nossos neurônios de pender para o otimismo ao projetar o futuro.
O escritor científico Matt Ridley afirma que “o mundo nunca foi um lugar tão bom para se viver” e consegue listar 23 razões para fortalecer a teoria. Por exemplo, ele afirma que os ricos estão mais ricos, mas que os pobres hoje têm muito mais qualidade de vida e que, em 20 anos essa classe social dobrou o consumo, os chineses vivem 28 anos a mais que há 50 anos e os nigerianos são duas vezes mais ricos e também vivem mais.
Ridley fala ainda que há muito interesse no pessimismo. Segundo ele, nenhuma instituição beneficente conseguiria auxilio se informasse que estava tudo bem e que boas notícias não dão manchetes. Será?
Um estudo realizado no Instituto de Saúde Mental, na Holanda, com 545 participantes, constatou que em homens que acreditavam na realização dos seus projetos, houve redução de até 50% nas mortes por males cardiovasculares.
No caso das mulheres, estudos realizados pela Universidade de Pittsburgh, nos EUA, que acompanharam quase 100 mil mulheres durante oito anos, comprovaram que as otimistas apresentam um risco 9% menor de desenvolver problemas cardíacos e 14% menos probabilidade de morrer devido a qualquer outra doença sem ser do coração.
Além do mais, o otimismo aumenta a autoestima e facilita os relacionamentos.
Só tenha cuidado para não se tornar uma Pollyanna. Lembre-se que é possível ser otimista e obter todos os benefícios oriundos desta postura sem fugir da realidade.
Diante do que foi dito, que balanço você faz da sua vida? Ano a ano a sua condição de vida está melhorando também? Sim? Ótimo. Não? Seja sincero, você está contribuindo para mudar esse cenário?
Aproveite que o ano está começando, faça um balanço, elabore um plano de ação com metas possíveis de serem alcançadas.
Lembre-se que o mundo vai ter a cor que você escolher. Procure ser feliz. Que assim seja!
(*) Odilon Medeiros – Consultor em gestão de pessoas, palestrante, professor universitário, mestre em Administração, especialista em Psicologia Organizacional, pós-graduado em Gestão de Equipes, MBA em vendas Contato: om@odilonmedeiros.com.br / www.odilonmedeiros.com.br
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