
Eunápolis - Um grupo de cadeirantes associados à Associação dos Deficientes Físicos de Eunápolis (ASDEFE) esteve na sessão da Câmara Municipal de Eunápolis desta sexta-feira (30/03/2012), quando, fazendo uso da Tribuna, reivindicou melhores condições de "acessibilidade" para os deficientes físicos na cidade.
O porta-voz do grupo foi o vice-presidente da Asdefe, Antônio George Matos Oliveira, que fez um pronunciamento.
De acordo com George, há em Eunápolis, de acordo com dados do Censo de 2010, cerca de 10 mil pessoas que têm alguma deficiência, e essas pessoas enfrentam as piores condições possíveis para a locomoção na cidade.
A reclamação motivou a reportagem do Atlântica News a fazer uma espécie de blitz pelo centro comercial de Eunápolis, para verificar as barreiras que, no dia a dia, prejudicam a mobilidade dos deficientes físicos na área central da cidade.
Das cerca de 150 lojas existentes ao logo da principal via do comércio de Eunápolis, a avenida Porto Seguro, apenas 13 lojas têm a rampa de acessibilidade para cadeirantes. Na Rua 5 de Novembro e na Avenida Santos Dumont, o percentual de lojas com rampas fica também abaixo dos 10%.
Em algumas lojas, o piso dos estabelecimentos está a cerca de 15 centímetros acima do nível da calçada e, se o cadeirante quiser entrar, terá que dar um jeito e subir dois degraus.
Para os deficientes visuais, a situação é ainda pior. Em todo o centro comercial de Eunápolis, em apenas um estabelecimento - uma agência bancária -, a calçada dispõe de sinalização para as pessoas que vivem com essa deficiência - já um tanto desgastada.