
A lama de rejeitos de minério que rompeu as barragens de Mariana, em Minas Gerais, e provocaram a poluição total do Rio Doce pode chegar à Bahia, mais precisamente em Abrolhos. Ambientalistas da região já buscam formas para impedir os impactos.
No fim de semana, duas dúzias de ninhos de tartarugas foram deslocados. Além disso, retroescavadeiras tentam abrir a passagem do rio para o mar, bloqueada por uma faixa de areia e que pode ser fechada caso a lama fique retida.
Ao Globo, o coordenador nacional do Tamar/ICMBio, João Carlos Thomé, explicou que o alcance da lama dependerá da posição de mar e vento. O banco de Abrolhos é o habitat de mais de 500 espécies.
“Não sabemos a magnitude do impacto, já que não temos certeza sobre o que chegará. Se o padrão de impacto nas cabeceiras se mantiver, será um arraso na fauna e na flora”, prevê Thomé. “Nossa preocupação é com a possível contaminação da foz com metais pesados e a mortalidade de animais aquáticos por onde a lama passa. A quantidade de partículas em suspensão está asfixiando os bichos”, completou Antônio Serra de Almeida, gestor da Reserva Biológica de Comboios.
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