
Notícia veiculada em órgão da imprensa local na semana passada, dando conta de que o posto avançado do Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Eunápolis estaria sendo desativado e, assim, as perícias e necropsias deixariam de ser feitas na cidade, levou a reportagem a falar com o coordenador do órgão, o médico legista Luiz Alberto Gonçalves de Andrade.
De início, o médico afirmou que “nunca foi ventilado o fechamento ou transferência do DTP local”, e garantiu que a notícia carece de fundamento.
A notícia, segundo o legista, teria sido dada em razão dos corpos dos mortos, vítimas da rebelião ocorrida no presídio local no dia 28, terem sido necropsiados no DPT de Porto Seguro. O que foi explicado pelo coordenador.
De acordo com o Dr. Luiz Andrade, os exames cadavéricos foram realizados na cidade vizinha em razão das autoridades entenderem não haver segurança para a sua realização no DPT local. “Os familiares dos mais de trezentos detentos estavam em polvorosa, desesperados, sem saber que tinha morrido, e se os corpos estivessem sendo necropsiados aqui, corria o risco de haver um grande tumulto; tudo mundo ia correr para lá [para o DPT local]. Por isso, os exames foram feitos em Porto Seguro, mas pela equipe daqui [de Eunápolis], que deslocou para Porto Seguro”, explicou.
“O posto avançado do DPT de Eunápolis não será fechado nem transferido”, reafirmou o coordenador.
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