
Latrocínios e lesões corporais seguidas de morte - em Salvador teve redução de 13,2%. No mesmo período, a queda nas outras cidades da Região Metropolitana chegou a 17,3%. No grupo das 20 maiores cidades do interior, também houve redução na quantidade dessas ocorrências.
Porém, nos municípios com até 30 mil habitantes foi registrado aumento dos crimes. De acordo com o secretário de Segurança, Maurício Barbosa, esse aumento deve-se ao crescimento no uso das drogas.
Os números do foram apresentados ontem (07/11), na reunião do Pacto pela Vida, programa do governo da Bahia que reúne, além das autoridades policiais, representantes do Judiciário, do Ministério Público, da Defensoria e de secretarias estaduais.
Para o secretário, as ações articuladas desenvolvidas na capital, na região metropolitana e nas cidades médias, onde há maior estrutura, estão dando resultado. Porém, nas cidades menores, onde o poder público tem deficiência estrutural, a violência tem crescido.
Municípios como Ibotirama e São Desidério, no oeste do estado; Santa Cruz de Cabrália e Ibirapitanga, no sul da Bahia, tiveram uma explosão no número de homicídios. “As grandes cidades já concentraram 80% dos crimes violento; hoje, esse índice não chega a 50%. Temos que acompanhar essa interiorização do crime com a interiorização do Pacto pela Vida”, argumentou Barbosa.
Para aproximar as prefeituras, a secretaria preparou o guia O Papel do Município na Segurança Pública, com orientações, recomendações e casos de sucesso da participação municipal. “É importante que as prefeituras criem os GGI-Ms (Gabinetes de Gestão Integrada Municipal) para reunir as áreas envolvidas com a segurança do estado e do município”, explicou.
A estratégia é começar a instalar esses GGI-Ms em cidades médias, e replicar a experiência nas cidades menores. “A participação das prefeituras é fundamental para a interiorização do pacto”, afirmou o secretário.