
O coordenador da 23ª Coordenadoria Regional de Polícia Civil (COORPIN), delegado Evi Paternostro, apresentou à Imprensa, na manhã desta sexta-feira, dia 7, no auditório da coordenadoria, os resultados da operação “Matinha 2”, investigação seguida de ações de prisão, realizada entre outubro de 2011 e o final de novembro deste ano, que resultou na desarticulação do mais perigoso grupo criminoso do eixo Eunápolis-Porto Seguro, que traficava drogas e foi responsável por pelo menos 14 assassinatos nos dois municípios.
Entre as vítimas dos criminosos, está a ativista social Norma Santos Miranda, morta numa emboscada no povoado de Vera Cruz e o empresário de Eunápolis, Antônio Tomazelli. Porém, foram identificados crimes de traficantes de outros grupos, e de pessoas pertencentes à própria quadrilha, como um homem identificado pelo prenome de Juliano, que foi assassinado friamente pelos comparsas, por não haver cumprido uma “missão”: assassinar uma determinada pessoa.
Foram apresentados na entrevista coletiva, nove dos membros dessa quadrilhas que foram presos ao longo das investigações, oito homens e uma mulher, entre eles, os irmãos Ednaldo, o Dada, e Reinaldo Pereira de Souza, o Rena; Gerry Adriane de Jesus Rocha, o Gago; Valdivan Mendes de Jesus, o Bilico, bandidos tidos como muito perigos e, por isso, logo após a entrevista coletiva, foram transferidos para o Presídio de Serrinha (BA), onde deverão cumprir prisão em Regime Disciplinar Diferenciado (RDD).
Durante a operação, a Polícia Civil apreendeu com os membros da quadrilha, em diversas ocasiões em que foram feitas as prisões, mais de 100 quilos de drogas, e evitou que os bandidos cometessem diversos crimes, como assassinatos e assaltos.
Além dos 14 assassinatos já elucidados, o coordenador acredita que outros crimes venham a ser também desvendados e os mandantes identificados na “guerra” que era travada por esse grupo contra outras organizações criminosas. Dessas 14 mortes, 9 delas decorreram da “guerra” com grupos rivais, pelo domínio de áreas do tráfico de drogas, as 5 restantes de pessoas não ligadas ao tráfico.
As investigações foram feitas pela equipe da 23ª Coorpin com o apoio da Superintendência de Inteligência (SI) da Secretaria de Segurança Pública da Bahia. Todas as prisões foram efetuadas este ano.