
O delegado Arthur Gallas, diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), informou que 45 dos 187 homicídios registrados durante a greve dos policiais militares têm características de extermínio. A autoridade ainda estima a participação de militares em cerca de 2/3 desse tipo de crime, entre "25 e 30".
O perfil dos crimes aponta para casos nos quais as vítimas foram algemadas ou amarradas, e baleadas na cabeça por pessoas encapuzadas que chegaram ao local do homicídio em carros com placas clonadas.
De acordo ainda com o delegado, as ações são típicas de seguranças clandestinos bancados por comerciantes de bairros da periferia. "São suposições, já que se eu tivesse o número preciso das ocorrências os casos já estariam elucidados.
É uma conjectura como base na análise dos fatos e do modus operandi dos crimes", afirmou o delegado.
Até o momento, somente cinco das mortes ocorridas durante a paralisação foram solucionadas.
Com informações do jornal A Tarde.