Por: ATLANTICA NEWS
03/02/2012 - 00:00:00

Eunápolis - O fechamento do comércio antes da hora habitual foi o resultado de um dia que começou com tensão e terminou em pânico em Eunápolis.

A sexta-feira, dia 03/02/12, para os comerciantes, já começou sob forte tensão, em razão das notícias veiculadas principalmente na imprensa estadual, que falava de arrastões e assaltos na capital. O fato do comércio de Ilhéus não haver aberto as portas no dia anterior, como foi noticiado, também causou temor entre os comerciantes.

As lojas já abriam um pouco mais tarde. Em algumas, foi aberta inicialmente apenas uma porta, e só depois de se ter certeza de que tudo funcionaria normalmente, foi que as outras foram abertas.

Alguns boatos circularam ainda na parte da manhã, no entanto, sem vigor. Porém, o clima passou a se tornar tenso por esses boatos por volta das 15 horas, quando os boatos ganharam grande repercussão.

Falava-se que um laboratório de análises clínicas e uma farmácia teriam sido assaltados.



A reportagem flagrou momentos de verdadeiro pânico no trecho da Avenida Duque de Caxias, nas imediações do Banco do Brasil, e na rua 5 de Novembro. Funcionários e lojistas baixando as portas, uns gritando para os vizinhos que um grupo de bandidos estaria fazendo um "arrastão". Ninguém sabia dizer ao certo, onde. Falava-se que o "arrastão" teria sido iniciado no bairro Pequi, e vinha para o centro da cidade.

Duas funcionárias, atônitas, tentando retirar mostruários de mochilas que estavam penduradas na frente da loja, se chocaram, e uma caiu no chão.

Pouco depois, uma viatura da Polícia Civil percorreu em alta velocidade a 5 de Novembro; um policial que estava com uma parte do tórax fora do carro, empunhava uma arma parecida com uma metralhadora. A viatura parou na Avenida Duque de Caxias, em frente ao calçadão. Os policia haviam sido chamados por guardas municipais, em razão de estar havendo um "arrastão" naquela rua.

Em pouco mais de meia hora, praticamente todas as lojas da 5 de Novembro estavam fechadas, e as comerciárias saindo com pressa para suas casas.

Pouco depois, o fechamento de lojas chegou também à principal via comercial da cidade. a avenida Porto Seguro. Ao cerramento das portas das grandes lojas: Insinuante, Ricardo Eletro e Americanas, as demais foram também sendo fechadas, num "efeito dominó".

Pouco antes das 5 horas da tarde, nas avenidas Porto Seguro, Santos Dumont e Duque de Caixas, além da 5 de Novembro, praticamente todas as lojas estavam fechadas. O coordenador da Polícia Civil, Evy Paternostro, ainda chegou à Avenida Porto Seguro, comandando uma equipe e duas viaturas da Polícia Civil quando esse movimento de fechamento de lojas acontecia; tentou acalmar as pessoas, mas, já era tarde. O comércio de rua fechara.

PÂNICO

Segundo as informações do coordenador Evy Paternostro e do comandante da 7ª Companhia Independente de Polícia Militar (DIPM), o tenente coronel Roosevelt Salustriano, com quem a nossa reportagem falou no início da noite, não há nenhuma ocorrência registrada nas duas instituições. Segundo a imprensa conseguiu apurar, houve esse arrastão na Rua Lions, e um assalto a um laboratório de análises clínicas.

Tanto o coordenador, quanto o comandante da PM, ambos consideram todo o tumulto que houve na região central da cidade, um pânico.

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