
Em Assembleia iniciada por volta das 18h 30min e encerrada após as 19 horas, os policiais militares do 8º Batalhão de Polícia Militar de Porto Seguro decidiram aderir à greve decretada nesta quarta-feira (01/02/12), pelas unidades militares da capital do Estado.
Ficou decidido que a tropa ficará "aquartelada", ou seja, na unidade militar, parada. Não haverá nenhum policiamento nas ruas. Os grevistas apenas disponibilizarão três das doze viaturas, cada uma com três homens, no regime de plantão, estacionadas na unidade, para atenderem chamadas de urgência que ocorram.
"Quem está aqui, fica; quem não está deve vir para cá amanhã (03), às seis e meia, para aquartelar também", afirmou o soldado PM Moacir Oliveira Souza, presidente da Associação dos Praças Policiais Militares do extremo Sul da Bahia (APRATEF).
O presidente da Associação dos Policiais Militares da Bahia (APPM), Aurélio Miranda do Nascimento, que também participou da Assembleia, confirmou a adesão à greve.
A decisão do "aquartelamento" teve a aprovação unânime de cerca de 80 policiais que se reuniram numa área aberta que há na entrada da unidade militar, em frente à Central de Comunicação. Exaltados, os policiais discutiram, divergindo entre a proposta que foi vencedora, e outra que pretendiam apresentar, que previa deixar um percentual de 30% dos policiais e viaturas nas ruas.
Por volta das 21 horas, apesar de não ter havido Assembleia na 7ª Companhia Independente de Polícia Militar (7ª CIPM), foi decretada greve também em Eunápolis. Da mesma forma, a tropa deverá ficar aquartelada e um número ainda não definido de viaturas, disponibilizadas, também na forma de plantão, como em Porto Seguro.
De acordo também com as lideranças das associações, ainda hoje, decisão idêntica será tomada em Teixeira de Freitas.
GOVERNADOR REAGE
Notícia veiculada na versão on-line do jornal A Tarde, agora à noite, dá conta de que o governador Jaques Wagner reagiu à greve. Em um comunicado, afirmou que "neste momento, o diálogo e o bom senso são as melhores formas de superar o impasse. Porém, na defesa dos interesses maiores da população baiana, continuarei usando medidas enérgicas, caso isso se faça necessário". E completou: "Não admitirei que a segurança da população baiana seja colocada em risco por um pequeno grupo de pessoas, ainda mais porque estas desconsideraram a decisão judicial que considerou a greve ilegal", afirmou o governador.