
A 6ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu manter preso o ex-médico Roger Abdelmassih, 71 anos, denunciado pelas suas pacientes de abusá-las sexualmente durante as consultas. A defesa do réu reivindicava a suspensão do julgamento que o condenou a 278 anos de prisão. Não obteve sucesso, mas a pena foi reduzida para 181 anos pelo fato de alguns crimes cometidos por Abdelmassih terem prescrito. “Será como uma prisão perpétua", explicou o advogado das vítimas, Sergei Cobra Arbex.
O Tribunal acatou um pedido da Procuradoria-geral de Justiça do Ministério Público Estadual de retirar um artigo da primeira condenação que fazia com que Roger Abdelmassih pudesse ficar apenas 30 anos preso. Assim, mesmo com uma pena menor, o condenado terá de cumprir todos os anos de condenação e só terá direito a liberdade condicional após dois quintos da pena cumprida.