
Em reunião do Gabinete de Gestão Integrada do município de Itabela, realizada na Câmara Municipal, ontem, o promotor de Justiça João Alves Neto fez duras críticas à cúpula da Segurança Pública do Estado da Bahia.
Num primeiro momento disse que a Segurança Pública foi implementada para não funcionar: Depois, afirmou que a Polícia Civil [como um todo] está a serviço do poder Executivo. “Falamos da Polícia Civil, a polícia judiciária. Pertence ao Poder Judiciário? Trabalha com o Ministério Público vinculado, que é o titular da ação penal? Não. A polícia judiciária mais pertence ao Executivo,” afirmou.
E por fim, criticou a transferência do coordenador da 23ª Coorpin, Élvio Brandão [há cerca de um mês], afirmando que a sua transferência teve motivação política “Foi retirado daqui pelo Secretário de Segurança Pública, que é um agente eminentemente político, simplesmente porque numa ação, o coordenador o desagradou. Foi naquela atuação que resultou na prisão de agentes penitenciários e de um diretor Adjunto do Presídio de Eunápolis”.
E continuou: “Isso foi o suficiente para criar um conflito no Governo do Estado da Bahia, porque, de um lado se atingiu um interesse ligado à Secretaria que cuida da parte penitenciária, Isso melindrou quem estava na condição de secretário, porque queria se lançar candidato estadual. E o fato dele ter apoiado essa pessoa que foi presa, e ainda ter insistido, mesmo depois da prisão, trouxe para ele um desgaste político”.
O promotor de Justiça fez muitos elogios ao Dr. Élvio.