
Com o objetivo de sensibilizar órgãos públicos e a sociedade civil a ofertarem postos de trabalho e cursos de capacitação profissional para presos e egressos do sistema carcerário, começará a ser efetivado em Eunápolis.
O lançamento do programa foi feito na manhã desta quarta-feira (20/11), em solenidade realizada no Fórum Mário Albiane, em solenidade presidida pelo juiz da Vara das Execuções Penais, Otaviano Andrade Sobrinho.
A solenidade teve a presença de representantes da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), da subseção local da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), do comandante da 7ª CIPM de Eunápolis, major Cleber; juízes, entre eles, Otaviano Sobrinho; os vereadores Jota Batista e Nádio da Roni representando a Câmara municipal; o diretor do Presídio, major Gilson Paixão; representantes da empresa que administra o Presídio, a Reviver Ltda,
Diversos oradores falaram sobre a importância da implantação do programa no município, e os representantes das entidades se dispuseram a abrir vagas de trabalho além de apoiar também de outras formas, o programa.
Os representantes da empresa Reviver informaram que, atualmente, já há na penitenciária de Eunápolis, 34 internos em condições de serem absorvidos pelo mercado de trabalho local. Os representantes da Câmara Municipal e da CDL se comprometeram a buscar algumas vagas, enquanto a OAB e o Jornal A Gazeta Bahia garantiram cada um, uma vaga.
A implantação do Começar de Novo é vista pelo doutor Otaviano, como a melhor forma de inserção social dos apenados: “quando ele sai [da prisão], tem dificuldade de conseguir o emprego, portanto, o apenado deve ser reinserido à sociedade pelo trabalho. A partir daí, ele tem grande possibilidade não voltar a delinquir”.
Opinião que é complementada pelo diretor do presídio local, o Major Gilson Paixão, que acredita na diminuição dos índices de reincidência criminal, que são de cerca de 75%: “ele [o programa] veio num momento muito importante para a sociedade, visto que as unidades prisionais estão superlotadas, e isso vai facilitar a reinserção social, e a diminuição dos índices de reincidência criminal”.
O presidente da CDL e o vereador Jota Batista, representando a Câmara Municipal, se comprometeram a obter vagas para outros presos. Jota criticou ainda o sistema carcerário brasileiro, e acusou o Estado de não oferecer condições dignas aos presos.