Por: Por G1
20/08/2020 - 10:46:00


Foto: Reprodução / TV Santa Cruz

Um idoso de 63 anos morreu após cair no 1º andar de um hospital particular, em Eunápolis. A situação ocorreu no dia 13 de agosto. A família da vítima está desesperada e acusa a unidade médica de negligência. A Polícia Civil investiga o caso.

Segundo informações dos familiares, Marcelino Ferraz da Cunha fazia hemodiálise há três anos e se curou da Covid-19. Na semana passada, ele precisou ser internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da unidade de saúde e morreu depois de cair de mais de 4 metros de altura.


Foto: Reprodução / TV Santa Cruz

"Eles não tiveram a capacidade de contê-lo no leito, a outra coisa é essa porta, dentro da UTI, a porta estava aberta. Se essa porta estivesse fechada, meu pai não teria morrido, se ele tivesse sido contido da forma adequada ele não teria saído do leito, além disso, ele morreu 1h, mas só me avisaram 7h30. Tem muitas coisas encobertas e mal esclarecidas", disse o filho do idoso, Clereston Fernandes.

De acordo com os familiares, o idoso saiu pela porta de vidro, que fica no primeiro andar do hospital. Marcelino Ferraz foi encontrado no chão de um estacionamento, que fica ao lado do hospital. Ele teve ferimentos na cabeça.

No atestado de óbito do idoso, consta que ele morreu de traumatismo crânio encefálico.

Foto: Reprodução / TV Santa Cruz

"Primeiro falaram que meu pai morreu de parada cardíaca, foi reanimado e morreu de parada cardíaca, mas o laudo diz que foi traumatismo crânio encefálico. No velório, pessoas perguntaram por que o rosto estava machucado", contou o filho de Marcelino Ferraz.

O departamento jurídico do hospital disse que seu Marcelino abriu a porta por vontade própria, mas não explicou se ela estava trancada.

A policia abriu inquérito para apurar o caso, ouviu a direção do hospital e os parentes do idoso e aguarda o laudo da perícia e imagens de câmeras de segurança da unidade de saúde.

"Agora está nas mãos do senhor, o que ele definir, vamos acatar. É cansativo sofrer com a morte e ainda ir atrás de delegacia e Ministério Público", lamentou o filho do idoso, Clereston Fernandes.


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