
Uma família da Região Metropolitana de Porto Alegre recebeu, no último mês de dezembro, uma resposta da Secretaria de Saúde sobre uma consulta médica que a familiar Zilá Bueno da Silva solicitou em 2001 ao Sistema Único de Saúde (SUS). A resposta chega onze anos após seu falecimento.
Ao G1, a filha de Zilá, Erni Hengen Almeida, disse que se sente revoltada por ter que lembrar da época do falecimento de sua mãe. “Ela morreu em outubro, e aí vem tudo de novo”, disse. “O encaminhamento era para um reumatologista e minha mãe morreu de pancreatite. Só que tenho um tio que teve um câncer no intestino e que recebeu a mesma correspondência um ano depois de ter morrido. Como ele não conseguiu a consulta, nós tivemos que pagar particular, ele ficou internado e acabou morrendo”, lamenta.
Segundo a prefeitura, o encaminhamento de Zilá foi incluído em uma pilha de arquivamento, mas não se sabe o porquê. “Como não se conseguiu contato com ela, a secretaria enviou a carta para saber se ela ainda precisa da consulta”, disse.