Por: Redação, com Correio 24 Horas
04/11/2019 - 11:58:42

Um turista de Minas Gerais deu entrada no Pronto Atendimento da Zona Sul de Ilhéus, na tarde deste sábado (2), com queimaduras no corpo após tomar banho de mar na Praia dos Milionários. Anderson Gabriel Palmela, empresário de 38 anos, relatou que sentiu o incômodo ainda no mar, “que estava limpo”.

Depois de ir para casa e tomar banho, o rapaz percebeu que os sintomas pioraram.  “Meu corpo começou a coçar e queimar muito no mar. Quando cheguei em casa, no banho, a água ficou escura no chão e oleosa, mas na praia eu não vi óleo. À noite, quando voltei com o secretário de saúde pra mostrar onde estava tomando banho, vimos fragmento de óleo na areia”, relatou Anderson.

O turista, que está visitando o tio em Ilhéus, deu entrada no Pronto Atendimento por volta do meio-dia de sábado (2), com o corpo marcado por manchas e bolhas. Ainda sem previsão de voltar para casa, Anderson só deseja ficar bom. “Quero saber como melhorar isso. Só sei que meu corpo está queimando muito, moça”, resume o empresário, que ainda se recupera na casa do tio.

Apesar das investigações, o coordenador da Vigilância de Saúde afirmou que não há como relacionar o caso com a presença de óleo nas praias do Nordeste. “A partir da notificação do caso dele, que foi isolado, a Vigilância investiga e alimenta o sistema. Além disso, liga para o Centro de Toxicologia para informar sobre o caso e faz o monitoramento do paciente pelo menos uma vez por dia”, explica Santana.

Segundo o enfermeiro coordenador da Vigilância de Saúde Ambiental, Gleidson Souza Santana, será feita uma nova bateria de exames, como de sangue e urina, para saber a causa das manchas e queimaduras. Enquanto as investigações não identificam a origem do problema, a orientação que a Vigilância dá para a população é “evitar o contato com o óleo, porque existem sintomas pelo contato dermatológico, por inalação e ingestão”, explica.

É por esse motivo que a utilização dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) é recomendada. “Tem que ter a máscara filtrante, a luva (se for longa, melhor ainda), o macacão (que protege os braços e as pernas) e a bota emborrachada até em cima, para não ter contato com a perna. Só o calçado só não adianta”, alerta Santana. “Essa é nossa maior preocupação”, reforça, sobre o grupo de voluntários “que está sendo relevante mesmo”.

Desde a chegada do óleo em Ilhéus, na sexta-feira (25), outro caso foi registrado. Uma voluntária deu entrada com reações inalatórias, náusea, dor de cabeça e dor de estômago, na segunda-feira (28), foi medicada e recebeu alta. Assim como o paciente deste sábado, a vigilância segue monitorando a voluntária todos os dias.

“Até agora a gente não sabe ao certo quais são os sintomas. O Estado da Bahia não trabalha com petróleo, então a gente não tem equipe especializada nessa área. Seria o caso de alguém da Petrobras informar a gente como conduzir a situação. Por enquanto, estamos seguindo as orientações da Sesab e do Ministério da Saúde”, afirma Santana. A Marinha e o Corpo de Bombeiros também estão dando apoio, junto com a prefeitura municipal de Ilhéus.

 


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