
Familiares e amigos da cirurgiã-dentista Ranitla Bonella, morta por atropelamento aos 23 anos no último sábado (11), realizaram um protesto por justiça no início da tarde desta quarta-feira (15), no trecho urbano da BA-001, em Ilhéus, sul da Bahia, onde aconteceu o acidente.
A vítima era de Eunápolis, extremo sul, de onde a família saiu para protestar na cidade sul baiana.
Ranitla foi atingida por veículo conduzido pelo empresário Tharcisio Romeiro Santiago Aguiar, 38 anos, que fugiu do local sem prestar socorro. À polícia, na segunda-feira (13), o autor do atropelamento alegou que estava em velocidade compatível com a da rodovia, que tentou desviar e que, após o acidente, parou para prestar socorro, mas, por medo de agressões, deixou o local. A versão dele contraria à de testemunhas.
A jovem foi atingida pelo veículo no momento em que atravessava a rodovia, em uma faixa de segurança. Ela foi arremessada e bateu em um guard rail.
"A cada relato, a gente viu que o que aconteceu com a minha filha não foi um acidente, ela foi assassinada brutalmente. Tiraram a vida da minha filha”, disse a mãe da dentista, Romênia Scaramussa, a uma emissora de TV.
“Ela estava na faixa de pedestre quando esse assassino atingiu a minha filha, olhou para o corpo da minha filha, jogada ali no chão, e foi olhar se o carro dele estava amassado. Ele matou a minha filha e precisa pagar por isso”, completou.
No local, os manifestantes plantaram 23 mudas de árvores em homenagem a Ranitla, representando a idade que tinha quando morreu.
O corpo da jovem foi velado no domingo (12) e enterrado no início da tarde no Cemitério Campo Santo, em Eunápolis.
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