
No último dia 10, circulou nas redes sociais, um vídeo do Procurador-Geral do Ministério Público de Contas do RJ, o Sr. Henrique Cunha de Lima fazendo uma brilhante explanação na Câmara dos Deputados sobre a ADPF 442 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) que pretende “o reconhecimento da inconstitucionalidade da criminalização do aborto induzido e voluntário até a 12ª semana de gestação”, ou seja, é um pedido de legalização do aborto até o terceiro mês apresentado pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) ao STF (Supremo Tribunal Federal).
Como pároco desta comunidade paroquial e cura de nossa Catedral Diocesana e na solicitude de pastor de um rebanho constituído de tantos intelectuais, artistas, jornalistas, escritores, empresários, autoridades civis, acadêmicos em geral, políticos e livres pensadores formadores de opinião, me sinto sempre sensível a esta questão todas as vezes que na sociedade ela se coloca ou com equívocos é colocada. Para tanto, exponho a seguir algumas considerações para reflexão, testemunho de fé e exemplar posição cristãcatólica da parte de nossos fiéis.
Na Doutrina Católica, o aborto é uma questão de profunda relevância e com sérias implicações espirituais. A posição da Igreja sobre o tema é fundamentada em seus bimilenares ensinamentos morais e teológicos que enfatizam a sacralidade da vida humana desde o momento da concepção (CIC 2270). Assim, a vida é um dom sagrado dado por Deus, e o ser humano é criado à imagem e semelhança divina (Gn 1, 26).
A interrupção voluntária da gravidez constitui-se um ato que viola esse princípio fundamental, interferindo na obra da criação divina e desrespeitando a dignidade inerente de cada ser humano. O Catecismo da Igreja Católica (2270), qualifica o aborto como um crime moral abominável e um homicídio voluntário (2268).
A posição da Igreja baseia-se na verdade de que a vida humana começa no momento da concepção e que o embrião possui uma alma desde esse instante inicial. Portanto, a destruição de um embrião ou feto é considerada uma afronta ao plano de Deus para a vida humana. A Igreja também sempre destacou a importância da compaixão e do apoio às mulheres em situações difíceis de gravidez.
Ao mesmo tempo em que condena o aborto, enfatiza a necessidade de acolher, amparar e oferecer alternativas para as mulheres que enfrentam gravidezes indesejadas ou complexas. Nesse sentido, para nós católicos, as implicações espirituais do aborto estão intrinsecamente ligadas à sacralidade da vida, à obediência aos mandamentos divinos e ao respeito à dignidade humana, por isso, a conhecida penalidade da excomunhão latae sententiae destinada àqueles que, professando a fé católica, incorrem ou tomem parte no pecado do aborto (2272).
A discussão sobre o aborto à luz da fé católica levanta questões profundas sobre a moralidade, a ética e o propósito da existência, ressaltando a importância de se considerar cuidadosamente esses princípios ao abordar essa questão controversa.
Dessa forma, fica sempre o nosso apelo: rezemos e defendamos a vida! Já repetimos inúmeras vezes: se o Brasil tornar possíveis leis como essa, lamentavelmente, maldições recairão sobre nossa Nação e o que até hoje só vimos acontecer nos países ateus veremos infelizmente acontecer também aqui!
O aborto está entre os quatro pecados que bradam ao céu e clamam a Deus vingança e os anjos são implacáveis no exercício da Justiça Divina: recordemos as passagens bíblicas da mortandade dos primogênitos, fruto de um castigo infligido ao Egito (Gn 12, 29) e da matança dos santos inocentes por Herodes com ódio do nascimento do Salvador (Mt 2, 16-18).
Dentre os gravíssimos pecados cometidos pelos homens, o aborto é o que mais precipita almas no inferno e, por sua vez, honra ao demônio já que por ser anjo decaído, ele não é capaz de gerar vida: é oco! O grande ódio dele para com os homens é que Deus só deu a capacidade de procriação a nós: anjos não reproduzem! Não tem gametas, útero, ovários, trompas... O demônio se estremece quando vê uma mulher grávida! E como ele não pode se aproximar dela por causa da grande graça que nela se encontra, vai em busca das autoridades também “ocas” de cabeça.
Só lamentamos que cada um que se envolva nessa agenda ou até cede caneta pra viabilizar aberrações como essa, esteja assinando sua própria condenação... Lembremo-nos: dentre os rituais mais elevados de oferendas ao demônio está o sacrifício de nascituros e aqui fica claro, de onde se origina esse tipo de ideologia. Peçamos a Nossa Senhora Aparecida a quem Deus, por seu santíssimo útero, fez Sua Mãe para ruína do inimigo, que livre nosso país dessa nuvem negra e afaste para bem longe de nós essa grande praga!
Eunápolis-Bahia, 16 de agosto de 2023.
Com minha benção, atenciosamente,
Pe. Diego Oliveira Reis Pároco e Cura da Catedral
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