Servidores municipais de Porto Seguro, no extremo sul da Bahia, fizeram uma paralisação geral nesta terça-feira (13). São trabalhadores de diversas áreas que tiveram os serviços afetados de alguma forma, de acordo com o Sindicato dos Profissionais da Educação (APLB), o Sindicato dos Servidores Públicos de Porto Seguro (Sinspor) e o Sindicato dos Agentes de Saúde e Combate as Endemias (Sindiacser).
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As reivindicações dos trabalhadores da Educação são: repasse anual de 14,95% no valor do piso salarial; repasse inflacionário do ano de 7,5% para o grupo de apoio; mudança na lei que trata dos cargos de vice-diretores; revogação da lei que trata da quantidade de alunos na sala de aula; melhorias nas condições das escolas e contratações de monitores e auxiliares de classe. Já os demais servidores de Porto Seguro reivindicam o repasse do piso anual de 7,4% referentes à inflação e a correção na tabela do plano de carreiras para agentes de endemia.
Cerca de 30 mil alunos de 104 escolas de Porto Seguro ficaram sem aulas nesta terça-feira. Os serviços municipais foram mantidos em 30% nas áreas emergenciais, pelos profissionais contratados.
Manifestação
A manifestação dos trabalhadores tomou conta de uma das vias da BR-367, que liga o Centro de Porto Seguro ao município de Santa Cruz Cabrália. O trânsito de veículos ficou parado na rodovia por alguns minutos e lento por mais de duas horas.
A prefeitura informou que está disposta ao diálogo para negociações, "assegurando os direitos dos servidores de forma transparente e objetiva", mas que “não coaduna com qualquer tipo de paralisação e que espera compreensão dos envolvidos”.
Com relação aos agentes comunitários de Saúde e de Endemias, a Secretaria de Saúde de Porto Seguro disse que o piso salarial foi aprovado e atualizado como preconizado pelo Ministério da Saúde, e que estão sendo fornecidos uniformes de trabalho e tablets.
Sobre os profissionais da Educação, o município informou que tem cumprido com todas as obrigações legais e de valorização dos profissionais, assegurando que nenhum professor receba abaixo do piso nacional.
Foto: Redes sociais
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