Chegam à Bahia nesta segunda-feira (26) parte dos trabalhadores baianos que foram resgatados de situação semelhante à escravidão em Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha, Rio Grande do Sul (RS). Eles serão recepcionados em Feira de Santana, de onde devem seguir para seus destinos finais. Do grupo de trabalhadores da Bahia, quatro preferiram permanecer no RS.

Ao todo, 207 foram resgatados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). De acordo com a PRF, eles "foram flagrados em condições degradantes". As vítimas eram exploradas pela empresa Fênix Serviços de Apoio Administrativo, que foi contratada pelas vinícolas Aurora, Cooperativa Garibaldi e Salton para atuar na colheita da uva.
O responsável pela empresa, Pedro Augusto de Oliveira Santana, que mantinha esses trabalhadores nessas condições, segundo a polícia, foi preso e encaminhado, inicialmente, para a delegacia da Polícia Federal (PF) em Caxias do Sul. Após, foi transferido para um presídio em Bento Gonçalves, mas vai responder pelo crime em liberdade porque pagou fiança no valor de R$ 40 mil. Ele tem 45 anos de idade e é natural de Valente (BA).
Baianos
Na última sexta-feira (24), 194 dos iniciaram a viagem de volta estado. Em Feira de Santana, o grupo de baianos deverá ser recebido por psicólogos e assistentes sociais. O governo do estado e a prefeitura municipal também devem disponibilizar equipe para auxiliar com cadastros no CadÚnico, Bolsa Família, além de ajuda para encontrar familiares.
Duas repúblicas serão alugadas para que os trabalhadores possam dormir. Eles ainda terão assistência com banho e alimentação. De acordo com a assessoria da prefeitura de Feira de Santana, 12 trabalhadores ficarão em Feira de Santana, os demais devem seguir para outras cidades. As idades dos resgatados variam entre 18 e 57 anos.
De acordo com a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH), os trabalhadores também terão acesso à justiça e articulação de programas de proteção e de trabalho decente no retorno aos seus municípios.
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