Por: Redação/Atlanticanews
02/02/2023 - 08:37:34

Um protesto realizado por um grupo de agentes da Guarda Civil de Eunápolis, na Costa do Descobrimento, em frente à residência da prefeita Cordélia Torres terminou em discussão entre os manifestantes e o marido da gestora, Paulo Dapé, que também é secretário da Casa Civil do município. Além de pedir melhores condições de trabalho, o grupo contestava a exoneração do comandante da corporação, inspetor Ezequiel Mascarenhas, publicada horas antes no Diário Oficial do município.

De acordo com o secretário, o grupo, liderado pelo diretor do SindiGuardas/BA, Osvaldo Neto, estava usando uma caixa de som amplificada para reproduzir músicas depreciativas contra a prefeita, que não estava em casa no momento. Na residência estavam apenas Paulo Dapé e a mãe dele, de 88 anos.

Tensão

A tensão entre os envolvidos vem crescendo desde o dia 27 de janeiro, quando o grupo de servidores fez a primeira manifestação cobrando melhores condições de trabalho no pátio da prefeitura. Dentre as melhorias pedidas pelos agentes estão novas viaturas e troca de placas balísticas. Os servidores também se posicionaram contra a nomeação do novo comandante da guarda, que estaria respondendo a uma sindicância.

Eles tinham marcado uma reunião com a prefeita para as 15h para tratar das reivindicações e disseram que não foram recebidos. Horas antes, a prefeita já havia se reunido com uma comissão formada por outros cinco agentes da GCM em seu gabinete, para, segundo ela, tratar de assuntos administrativos.

“A prefeita Cordélia saiu correndo do gabinete? Será que tem algum bandido aqui para ela estar correndo? Primeira vez na história uma prefeita sai correndo para não atender a Guarda Civil Municipal. Prefeita Cordélia, apareça, prefeita pinóquia (sic), prefeita mentirosa”, disse no microfone um dos manifestantes.

Já nas imagens em frente à residência da gestora, Paulo Dapé aparece tomando o aparelho de celular da mão de um dos servidores. Após a confusão, ele reconheceu que protestar é um direito, mas que o local não foi adequado, onde, segundo ele, reside a cidadã Cordélia, e que ali não era o secretário Paulo Dapé que estava em casa, mas o cidadão Paulo Dapé.

Exoneração

Ezequiel Mascarenhas foi exonerado também horas antes do protesto desta quarta-feira. De acordo com a prefeita Cordélia, a demissão do comandante se deu porque ele não estava atendendo à expectativa no cargo, e frisou que a nomeação do comandante da GCM é um ato discricionário do Executivo, ou seja, de livre escolha da prefeita.

 

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