Por: Mirelle Pinheiro/Carlos Carone/Metrópoles
27/04/2022 - 10:49:46

"Depois do estelionato, precisei tirar meus filhos do colégio particular e vender a minha casa para conseguir sustentar a família", contou.

Com a vida financeira completamente comprometida após cair no golpe do empréstimo consignado, um professor da rede pública de ensino perdeu a casa em que morava com a esposa e dois filhos, para conseguir quitar parte do prejuízo. Os casos de estelionato envolvendo empresas de crédito se espalham pelo país. O prejuízo do servidor da Secretaria de Educação do Rio de Janeiro é estimado em mais de R$ 50 mil.

O professor procurou a coluna para relatar que, desde 2019, luta na Justiça para tentar reaver o dinheiro levado pela RC Consultoria, empresa especializada em operações financeiras e cessão de crédito. Operadores do esquema criminoso ligaram para a vítima sugerindo uma oferta de rentabilidade, onde o docente pegaria um empréstimo consignado dentro de sua margem de crédito.

De acordo com o professor, a empresa faria aplicações com parte do valor. “Eu fiquei com vinte por cento dos R$ 53 mil e eles ficaram com o restante. A promessa era de que eles pagariam as parcelas do empréstimo consignado depositando o valor na minha conta. E após dois anos eles quitariam de uma só vez o valor do empréstimo, mas claro que isso não ocorreu”, contou.

Para forjar uma suposta seriedade, o professor afirmou que uma funcionária uniformizada e com crachá da empresa esteve em sua casa, para apresentar o contrato e tirar dúvidas. “Depois disso, fiquei com empréstimos de R$ 33 mil e outro de R$ 19,6 mil. Após três meses, a empresa parou de pagar as prestações e minhas contas foram se acumulando, pois, eu ganho menos do que os R$ 2,5 mil cobradas nas prestações”, explicou.

De acordo com o professor, com as contas se acumulando, ele foi obrigado a vender a casa e se mudar da Vila Cosmos, para a região de Campo Grande. “Tive que vender a casa porque eu tinha um carro parcelado e o banco me sugeriu a entrega do carro, e perderia tudo que já tinha pago do veículo. Vendi a casa e fui morar de favor para poder quitar o carro”, desabafou.

O docente ainda revelou que precisou tirar os dois filhos da escola particular e toda a família passou a morar em uma residência que fica dentro de um colégio municipal, onde o professor não precisa pagar aluguel ou condomínio.

 

 

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