Servidores da Educação de Belmonte foram às ruas na manhã desta quarta-feira (13), de bicicleta, para protestar a negativa de reajuste salarial por parte do prefeito Bebeto Gama. O Ministério da Educação determinou que o reajuste salarial dos professores em 2022 deve ser de 33,24%. Após reunião com o prefeito, que terminou frustrada, a categoria decidiu manter a greve.

O encontro para tentar encerrar o movimento aconteceu na terça-feira (12), mas Bebeto reafirmou que não há condições de fazer o reajuste de salário dos profissionais, se apoiando nos estudos de sua assessoria contábil.

Professores e representantes dos sindicatos dos Trabalhadores em Educação e dos Professores da Rede Pública de Ensino (APLB) estiveram presentes à reunião, onde apresentaram análises técnicas feitas pela APLB, que foram contestadas pela secretária de Finanças, Eunice Gama.
Segundo informações, o governo não apresentou contraproposta para a categoria, e buscou se eximir da responsabilidade pela falta de transporte e precariedade na estrutura das escolas. O prefeito teria tentado colocar a culpa em uma resolução do Conselho Municipal de Educação.
Os professores rechaçaram as alegações e relataram casos de gastos excessivos que vêm acontecendo desde o início do governo. A categoria ainda lembrou que a prefeitura de Belmonte investiu em um sistema para aulas online durante o ano de 2021, mas a infraestrutura para funcionamento foi paga pelos professores em suas residências.
As aulas presenciais estão previstas para serem iniciadas na segunda-feira (18), o que não deverá acontecer devido à manutenção da greve.