Por: Agência IBGE Notícias.
04/12/2019 - 20:39:56

 Em 2018, enquanto no Brasil houve redução de 1,6% no total de casamentos civis registrados, a Bahia teve, pela 2ª vez seguida, o maior aumento absoluto do país no número de uniões formalizadas, que chegaram a 68.623, 4.045 casamentos a mais realizados em um ano (+6,3%);

** Foi o 5º aumento seguido no número de casamentos no estado, que atingiu em 2018 seu recorde histórico (desde 2002);

** Entre 2017 e 2018, na Bahia, aumentaram tanto os casamentos entre pessoas de sexos diferentes (+6,0%) quanto aqueles entre pessoas do mesmo sexo, que mais que duplicaram em um ano, passando de 140 para 288 (+105,7%);

** Em 2018, Bahia também teve recorde no número de divórcios, cerca de 25 mil ou 1 divórcio para cada 3 casamentos;

** A natalidade cresceu só 0,1% na Bahia em 2018. Teve o menor aumento do país, continua abaixo do nível de 2015 e, frente a 2008, teve a 2ª maior queda dentre os estados;

** Quase metade dos bebês nascidos em Salvador em 2018 (46,2%) tinham mães de 30 anos ou mais de idade; na Bahia, percentual foi de 35,5%;

** Em 2018, as mortes por causas externas ou violentas de homens jovens caíram pela 1ª vez depois de 4 anos na Bahia, mas estado ainda é líder nacional nesse indicador, com 3.206 óbitos;

** Na Bahia, chance de um homem de 20 anos não chegar aos 25 é quase 16 vezes maior que a de uma mulher.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Em 2018, pelo terceiro ano consecutivo, os casamentos tiveram, na Bahia, um movimento em sentido contrário ao do país como um todo. Enquanto no Brasil houve redução de 1,6% no total de casamentos civis registrados (de 1.070.376 em 2017 para 1.053.467 no ano passado), a Bahia teve, pela segunda vez seguida, o maior aumento absoluto do país no número de uniões formalizadas: de 64.578 para 68.623, ou 4.045 casamentos a mais realizados em um ano (+6,3%).

Com a expansão, o número de uniões formalizadas no estado (68.623) atingiu seu recorde histórico (desde 2002).

Em termos percentuais, o aumento dos casamentos na Bahia (6,3%) foi o quarto maior do país, abaixo de Pará (7,1%), Mato Grosso (7,0%) e Acre (6,8%), cujos acréscimos em termos absolutos foram bem menos significativos que o baiano (mais 2.385, 1.238 e 382 casamentos respectivamente). De 2017 para 2018, o número de casamentos aumentou em 12 dos 27 estados.

Entre 2017 e 2018, na Bahia, aumentaram tanto os casamentos entre pessoas de sexos diferentes quanto aqueles entre pessoas do mesmo sexo.

Assim como ocorre no país como um todo, as uniões entre mulheres e homens ainda são dominantes no estado. Representaram, em 2018, 99,6% do total de casamentos registrados, ou 68.335 em números absolutos, mostrando um crescimento de 6,0% em relação a 2017 (o que representou mais 3.897 uniões em um ano).

Em termos percentuais, porém, o número de casamentos entre pessoas do mesmo sexo foi o que mais cresceu. O total de registro dessas uniões pouco mais que duplicou no estado, em apenas um ano, passando de 140 em 2017 para 288 no ano passado (+105,7%).

Foi o terceiro maior aumento percentual entre os estados, abaixo apenas dos verificados em Pernambuco (de 156 para 391, +150,6%) e Alagoas (de 44 para 95, +115,9%). Só 3 dos 27 estados brasileiros tiveram redução no número de uniões oficializadas entre pessoas do mesmo sexo, de 2017 para 2018: Acre (-1 casamento), Amapá (-2) e Roraima (-6).

No Brasil como um todo, embora o total de casamentos tenha diminuído entre 2017 e 2018, as uniões entre pessoas do mesmo sexo aumentaram 61,7%, passando de 5.887 para 9.520 (mais 3.633 casamentos em um ano).

A maior parte dos casamentos de pessoas do mesmo sexo oficializados em 2018 na Bahia foram entre duas mulheres, 170, enquanto os casamentos entre dois homens somaram 118. Em relação a 2017, tanto as uniões femininas (+109%) quanto as masculinas dobraram (+100%), com uma pequena vantagem para as mulheres.

Dos 288 casamentos entre pessoas do mesmo sexo oficializados em 2018 na Bahia, 172 ocorreram em Salvador (6 em cada 10 uniões), sendo 100 entre mulheres e 72 entre homens.

Tradicionalmente, dezembro é o mês com maior número de casamentos, tanto no Brasil como um todo quanto na Bahia. Em 2018, não foi diferente. Dos 68.623 casamentos registrados no estado, 11,5% ocorreram no último mês do ano (7.858 em números absolutos). No país, o percentual foi o mesmo: 11,5% dos 1.053.467 casamentos foram realizados em dezembro.

Em 2018, Bahia também tem recorde no número de divórcios, cerca de 25 mil ou 1 para cada 3 casamentos

Não foi apenas o número de casamentos que cresceu na Bahia entre 2017 e 2018 e atingiu seu recorde. O total de divórcios também avançou de forma expressiva no estado, de um ano para o outro, e chegou ao seu maior nível histórico, com 24.952 dissoluções concedidas na Justiça ou por escritura em 2018, 22,5% a mais do que em 2017 (20.371).

Assim, no ano passado, a cada 3 casamentos registrados na Bahia (2,8) era concedido 1 divórcio, proporção quase idêntica à média nacional (2,7 casamentos por divórcio realizado) e a menor desde 2009 – naquele ano, a relação era de 5,3 casamentos por divórcio no estado.

O crescimento absoluto no número de divórcios na Bahia, entre 2017 e 2018 (+4.581) foi o segundo maior do país, perdendo apenas para o de São Paulo (+7.043). Já o aumento percentual (+22,5%) foi o 5º maior entre os estados.

No Brasil como um todo o número de divórcios também se manteve em alta, em 2018, embora num ritmo bem menor que na Bahia. Cresceu 3,2% em relação a 2017, chegando a 385.246, com aumentos em 16 dos 27 estados.

Natalidade cresce só 0,1% na Bahia em 2018, tem menor aumento do país, continua abaixo do nível de 2015 e, frente a 2008, tem a 2ª maior queda

De 2017 para 2018, a natalidade teve um aumento bastante discreto na Bahia, o menor dentre as unidades da Federação em que o número de nascimentos cresceu. No ano passado, foram registrados 202.704 bebês no estado, apenas 186 a mais que em 2017 (202.518), o que dá um leve avanço de 0,1%.

O incremento foi o segundo consecutivo (o número de nascimentos já havia crescido de 2016 para 2017), mas ainda não fez a natalidade na Bahia chegar ao patamar de 2015, antes da forte queda causada em grande parte pela incidência do Zika vírus.

Em 2018, o número de nascimentos registrados seguiu em alta no país como um todo e em 20 dos 27 estados. O incremento na Bahia, porém, foi o menor em termos percentuais (0,1%) e razoavelmente abaixo da média nacional.

No Brasil, foram registrados 2.895.1010 nascimentos em 2018 nos quais a unidade da Federação de nascimento da mãe era conhecida, 1,0% a mais que em 2017 (2.867.732). O estado de Roraima teve o maior crescimento percentual no número de nascimentos (+13,4%), seguido por Mato Grosso (+8,4%) e Amapá (+5,3%).

No outro extremo, de 2017 para 2018, o Distrito Federal teve a maior redução percentual no número de crianças nascidas: -1,4%. Em seguida vieram Mato Grosso do Sul (-1,2%) e São Paulo (-1,0%).

Apesar de não ter recuado frente a 2017, a natalidade na Bahia mostra clara tendência de queda quando se analisa um intervalo um pouco maior de tempo. Na comparação com 2008, por exemplo, o número de nascimentos no estado teve a maior redução absoluta do país e o segundo maior recuo em termos percentuais.

Dez anos atrás, haviam sido registrados os nascimentos de 217.254 crianças na Bahia, o número de nascimentos de 2018 (202.704) foi 6,7% menor, o que significa menos 14.550 nascimentos nesse período. O recuo percentual só não foi maior que o verificado em Alagoas (-7,1%, de 55.733 nascimentos em 2008 para 51.757 em 2018, menos 3.976 em dez anos).

Se os nascimentos na Bahia como um todo mostraram um discreto aumento, na cidade de Salvador, a natalidade caiu de forma importante entre 2017 e 2018.

No ano passado, nasceram e foram registradas 33.507 crianças em Salvador, 4,2% menos que em 2017, quando haviam sido registrados 34.959 nascimentos. Isso representou menos 1.452 crianças nascendo de um ano para o outro. Foi a segunda maior queda percentual e a terceira em termos absolutos, entre as capitais.

De 2017 para 2018, apenas Porto Alegre/RS teve uma redução percentual de nascimentos maior que a da capital baiana (-5,2%, de 18.338 para 17.381). Em termos absolutos, só São Paulo (menos 4.751 nascimentos) e Rio de Janeiro (menos 1.774) mostraram quedas maiores que Salvador.

O número de nascimentos registrados na capital, no ano passado, foi quase 10% menor que o de 2008, quando haviam sido registradas 37.148 crianças (-9,8%).

Quase metade dos bebês nascidos em Salvador em 2018 (46,2%) tinham mães de 30 anos ou mais de idade; na Bahia, percentual foi de 35,5%

Além da redução da natalidade, os registros de nascimentos revelam também o ganho de importância de uma fecundidade mais tardia na Bahia. O fenômeno, resultado do progressivo envelhecimento da população e da cada vez mais frequente postergação da maternidade, tem ainda mais força em Salvador.

Tanto frente a 2008 quanto na comparação com 2017, na Bahia, houve redução do número de mulheres que tiveram filhos em todos os grupos de idade abaixo de 30 anos. Também caiu a participação delas no total das mães.

Em Salvador, o cenário se repetiu na comparação com 2008. Já frente a 2017, a fecundidade envelheceu ainda mais: cresceu apenas o número de filhos tidos por mulheres a partir de 35 anos de idade.

Assim, no ano passado, quase metade dos bebês que nasceram na capital baiana tiveram mães de 30 anos ou mais de idade: 46,3% ou 15.486, de um total de 33.507.

Em 2018, Salvador teve o maior percentual de bebês nascidos de mães de 30 anos ou mais de idade dentre as capitais do Norte-Nordeste e o 6o maior do país. Os maiores percentuais, todos ultrapassando a metade, foram registrados em Vitória/ES (52,8%), Belo Horizonte (52,5%) e Florianópolis (51,9%).

Na Bahia como um todo, os filhos de mães com mais de 30 anos chegavam perto de 40% do total em 2018 (35,5% ou 71.938), frente a 23,1% em 2008.

Por outro lado, os nascimentos de mães adolescentes (menores de 20 anos) são os que mais caem, tanto em Salvador quanto na Bahia como um todo, seja frente a 2017, seja na comparação com 2008.

Ainda assim, no ano passado, mulheres de até 19 anos tiveram 35.680 filhos na Bahia, o que representou 17,6% das crianças nascidas. Esse percentual estava acima da média nacional (14,9%) e era o 11o mais elevado dentre os estados.

Em Salvador, a participação das mães adolescentes no total de crianças nascidas era menor que a do estado em geral: 11,9% em 2018, o que representava 3.983 bebês. Era a 17a maior participação entre as 27 capitais.

Mortes violentas de homens jovens têm 1ª queda depois de 4 anos na Bahia, mas estado ainda é líder nacional nesse indicador, com 3.206 óbitos em 2018

Em 2018, o número de mortes de homens entre 15 e 24 anos de idade por causas externas ou violentas (homicídios, suicídios, acidentes de trânsito, afogamentos, quedas acidentais etc.) caiu pela primeira vez na Bahia, depois de quatro anos de altas consecutivas., chegando a 3.206.

Frente a 2017, quando 3.430 homens de 15 a 24 anos haviam sofrido mortes dessa natureza no estado, houve uma redução de 6,5%, o que significou menos 224 óbitos em um ano. Foi a primeira diminuição nesse contingente desde 2013.

Ainda assim, com os 3.206 adolescentes e jovens do sexo masculino mortos por causas externas ou violentas no ano passado, a Bahia se manteve líder nacional nesse indicador pelo terceiro ano seguido.

Desde 2015, a Bahia tem o maior número absoluto de homens jovens mortos por causas não naturais no país. Em segundo lugar fica São Paulo, o estado brasileiro mais populoso, onde, por outro lado, o número de homens jovens mortos por causas externas ou violentas cai seguidamente desde 2015, chegando a 2.690 em 2018.

Frente a 2017, o número de homens de 15 a 24 aos mortos por causas violentas caiu no Brasil como um todo (de 27.596 para 24.031, menos 3.565 mortes ou -12,9%) e em 22 dos 27 estados. Os maiores aumentos absolutos ocorreram no Rio de Janeiro (de 2.513 para 2.561, mais 48 mortes ou +1,9%) e Tocantins (de 234 para 246, mais 12 ou +5,1%).

Apesar da redução recente, nos dez anos compreendidos entre 2008 e 2018, a Bahia se manteve com o maior aumento absoluto no número de homens jovens mortos por causas externas: de 1.863 para 3.206, o que representou mais 1.343 jovens mortos dessa forma nesse período (+72,1%).

No país como um todo, esse número teve uma leve alta, de 23.988 em 2008 para 24.031 2018 (+0,2%), mas houve queda em 11 dos 27 estados.

Os maiores aumentos percentuais na comparação com 2008 foram verificados em Sergipe (de 210 para 449 mortes de homens entre 15 e 24 anos por causas externas, +113,8%), Ceará (de 843 para 1.801, +113,6%) e Roraima (24 para 48, +100,0%).

Na Bahia, chance de um homem de 20 anos não chegar aos 25 é quase 16 vezes maior que a de uma mulher

Na Bahia, os homens morrem mais que as mulheres por causas externas ou violentas em todas as faixas etárias, dos 0 aos 84 anos - a partir dos 85, esse indicador se iguala para ambos os sexos. A máxima sobremortalidade masculina por causas não naturais ocorre, porém, na faixa de 20 a 24 anos de idade.

Nesse grupo etário, em 2018, enquanto 1.870 homens no estado morreram por causas externas ou violentas, 118 mulheres tiveram o mesmo destino. Ou seja, 15,8 homens de 20 a 24 anos morreram por causas externas ou violentas para cada mulher na mesma faixa etária. Dito de outra forma, na Bahia, um homem de 20 anos tem 15,8 vezes mais chances de não chegar aos 25 que uma mulher.

No país como um todo, em 2018, a sobremortalidade masculina por causas externas ou violentas no grupo de 20 a 24 anos foi da ordem de 10,7, isto é, um indivíduo do sexo masculino de 20 anos tinha, aproximadamente, 11 vezes mais chance de não completar os 25 anos do que um indivíduo do sexo feminino.

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