
Profissionais de fiscalização do Ministério do Meio Ambiente foram atacados durante operações de combate ao desmatamento na Amazônia neste final de semana. Na última sexta-feira (19), uma equipe do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) verificava uma situação de desmatamento detectado por satélite perto da BR 153, na área da Floresta Nacional, no estado do Pará, quando moradores colocaram fogo em uma pequena ponte, obstruíram outra e também colocaram paus na estrada para impedir que os fiscais retornassem à BR 163.
Os fiscais haviam identificado roubo de madeiras e palmito, apreendido os bens dos envolvidos e identificado os infratores. Os manifestantes também tentaram intimidar os agentes do ICMBio dando tiros para cima. Para evitar conflitos, a equipe teve que sair do local escoltada pela Polícia Militar por um caminho alternativo até chegar a cidade de Itaituba (PA).
Já o Ibama teve uma equipe atacada no sábado (20), durante operação de combate ao desmatamento ilegal na região de Buritis, em Rondônia. Na ocasião, criminosos atearam fogo em três viaturas do instituto. Os veículos estavam estacionados em frente a um hotel.
A Polícia Militar foi acionada para controlar o fogo e evitou a destruição de outras caminhonetes do Ibama. Um dos acusados foi detido e autuado por dano ao patrimônio público e obstrução da fiscalização ambiental.
A presidência do Ibama disse que os ataques criminosos não vão atenuar o rigor da fiscalização e determinou ainda que as operações de combate ao desmatamento ilegal na região sejam intensificadas.
O Ministério do Meio Ambiente manifestou nesta segunda-feira (22) apreensão sobre os ataques praticados contra seus agentes de fiscalização. Em nota, o Ministério destacou que “ataques como esses representam um atentado contra a nação, contra as instituições públicas e contra servidores que doam as suas vidas e se dedicam a preservar o meio ambiente e a respeitar a legislação brasileira”.
O ministério disse ainda que estes atos podem ser creditados às pessoas que “querem se perpetuar na ilegalidade, afrontando os órgãos ambientais”. O órgão adiantou que continuará “trabalhando duro para combater todo e qualquer ato ilícito, para fazer valer a legislação ambiental e para defender aquilo que é de interesse do povo brasileiro”.
A nota informa ainda que o ministério já entrou em contato com o Ministério da Segurança Pública, “para relatar os fatos, expressar preocupação com o recrudescimento dessas ameaças e solicitar providências urgentes para identificação e punição dos autores”.