
Oito funcionários foram encontrados por Auditores Fiscais do Trabalho trabalhando em condições análogas às de escravidão na construção do Centro de Arte e Esporte Unificado (CEU) de Ilhéus, obra financiada pelo Governo Federal e pela prefeitura com contratação da Construtora São Miguel Ltda. Mesmo sabendo do resgate das vítimas, a Prefeitura de Ilhéus manteve o contrato.
Em nota, o secretário de Infraestrutura, Transporte e Trânsito de Ilhéus, Dernerval Furtunato, alegou que foi realizada licitação para contratar empresa responsável pela execução da obra; que a secretaria fiscaliza as condições de andamento do serviço no canteiro de obras e que a Prefeitura de Ilhéus não foi notificada sobre o assunto. “No entanto, após ter conhecimento da situação, o Município recebeu garantias da empresa de que providências estão sendo tomadas para sanar esse problema”, finalizou a nota.
O flagrante foi feito na última semana pelos auditores e os trabalhadores relataram que desde que começaram a trabalhar, há dois meses, não recebem salários. Eles informaram também que são da cidade de Serrinha, onde receberam a promessa de trabalhar em Ilhéus. Sem dinheiro, não conseguiram ir embora. A carteira de trabalho dos funcionários também não foi assinada.
Eles não tinham acesso a banheiro em condições de uso, não havia refeitório adequado, nem água potável, dormiam em mesas e em camas sem colchões. Os trabalhadores foram levados ao alojamento do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS).
O Ministério do Trabalho informou que reivindicará a assinatura da carteira de trabalho dos trabalhadores, o pagamento das verbas rescisórias e o retorno deles à cidade de origem.
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