Por: Especial Copa 2014
13/07/2014 - 03:33:09

Final de uma campanha medíocre e com recordes negativos e históricos. Foram sete jogos disputados e apenas três vitórias, sendo que uma com a ajuda do juiz (Croácia) e outra diante da pior seleção da Copa (Camarões).

Foram 14 gols sofridos. Nunca o Brasil havia levado tantos gols numa Copa. Sete apenas diante da Alemanha, naquela que foi a derrota mais dilatada da história quase centenária da equipe. que talvez viva hoje a maior crise técnica.

E que não pode reclamar de falta de apoio dos torcedores. Mesmo com mais uma atuação medíocre, os torcedores que foram ao estádio Mané Garrincha ficaram juntos com o time na maior parte do tempo. Só quando a derrota parecia definitiva desistiu da equipe: aos 42min do segundo tempo, gritos de olé nas trocas de passes dos holandeses.

Para a Holanda, além da medalha de bronze, fica o consolo de uma campanha sem derrotas, fato inédito na história da equipe em Copas.

Felipão mudou de forma radical o time que foi humilhado pela Alemanha nas semifinais. Foram cinco mudanças, sendo que só uma, a volta de Thiago Silva, que estava suspenso, no lugar de Dante, foi natural.

O treinador sacou Marcelo, Fernandinho, Hulk e Fred. E colocou Maxwell, Ramires, Willian e Jô. Na teoria, um time mais forte no meio-campo, justamente o que faltou contra os alemães. Neymar, com a fratura na vértebra, vestiu o uniforme e ficou no banco

Do lado holandês, Louis Van Gaal manteve a base da equipe, apesar do desfalque de Sneijder de última hora. E o jogo começou com o Brasil dando vexame de novo.

A defesa estava cheia de buracos e, logo aos 2 minutos, Robben entrou livre. Foi derrubado fora da área, mas o juiz argelino errou e marcou pênalti, cobrado um minuto depois por Van Persie, que chutou no ângulo de Júlio César e abriu o placar.

De novo a missão de armar o time ficava com os zagueiros, que abusavam dos chutões. E David Luiz ajudou de forma bizarra a Holanda a marcar o segundo gol.

Em cruzamento da direita, o zagueiro cabeceou para o meio da área, quase fazendo uma assistência para Blind dominar e chutar forte para vazar Júlio César outra vez.

Perto de outro vexame histórico,  a seleção começou a se lançar para o ataque no desespero, sem estratégia. E ainda dava espaço para os holandeses contra-atacarem. Com lugares vazios, o Mané Garrincha resistia em vaiar a atuação brasileira. Só perto dos 30min os torcedores começaram a se queixar. Quando aparecia no telão, Felipão era vaiado.

A Holanda dava chances ao Brasil em lances de bola parada, já que fez seguidas faltas perto de sua área. Mas os cruzamentos não eram aproveitados pelos brasileiros. E o jogo foi para o intervalo com 2 a 0 para os holandeses e muitas vaias para o time de Felipão.

O treinador mudou a equipe para o segundo tempo. Fernandinho entrou no lugar de Luiz Gustavo. Não funcionou. O Brasil não conseguia chegar perto do gol rival. Aos 12min, nova tentativa, com Hernanes substituindo Paulinho.

Os europeus ficavam menos com a bola, mas eram quem tinham as melhores chances. E o Brasil insistia em uma triste marca da sua campanha: tentar cavar pênaltis. Aos 23min, foi a vez de Oscar, que levou amarelo pela simulação.

O jogo se arrastava, com erros dos dois lados. Mas ainda deu tempo para a Holanda marcar o terceiro, aos 46min, com Wijnaldum.

A seleção volta agora a se reunir em setembro, em amistoso contra a Colômbia, nos Estados Unidos. Pode ser o reencontro de Neymar com Zúñiga, que tirou o brasileiro da Copa em jogo pelas quartas de final.

FICHA TÉCNICA:

BRASIL 0 X 3 HOLANDA

Local: Mané Garrincha, em Brasília (DF)

Data: 12 de julho de 2014, sábado

Horário: 17 horas (de Brasília)

Árbitro: Djamel Haimoudi (Argélia)

Assistentes: Redouane Achik e Abdelhak Etchiali (ambos da Argélia)

Público: 68.034

Cartões amarelos: Thiago Silva, Fernandinho, Oscar (BRA); Robben, De Guzman (HOL)

Gols: Van Persie, aos 3min, Blind, aos 16min do primeiro tempo; Wijnaldum

BRASIL: Júliio César; Maicon, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo (Fernandinho), Paulinho (Hernanes), Ramires (Hulk), Willian e Oscar; Jô

Técnico: Luiz Felipe Scolari

HOLANDA: Cillessen (Vorm); De Vrij, Vlaar e Martins Indi; Clasie (Veltman), Wijnaldum, De Guzman e Blind (Janmaat); Robben, Kuyt e Van Persie

Técnico: Louis Van Gaal

 

 

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