
O site do Sindicato dos Produtores Rurais de Porto Seguro reproduziu nesta semana, matéria cuja fonte é a publicação “Questão Indígena”, cujo tema é a possível criação de um Estado indígena, ou seja, a separação de parte do território brasileiro para a criação de um “país indígena”.
Segundo o texto, o líder indígena Marcos Terena, que foi cotado para assumir a presidência da Fundação Nacional do Índio (Funai), no lugar da ex-presidente Martha Azevedo, e preterido pela atual presidente interina, Guta Assirati - mas continua sendo uma importante liderança indigenista -. concedeu uma longa entrevista ao jornal Correio Braziliense sobre a Questão Indígena. “Para ele, a Funai está acéfala, e o governo é despreparado ao lidar com os conflitos”. O poder Executivo prepara mudanças nas regras para a demarcação de terras indígenas, enquanto o Legislativo quer retirar do Executivo essa prerrogativa, diz o texto.
Para Marcos Terena, há na questão, “uma dinâmica natural e progressiva dos povos indígenas, que é quase invisível”. Segundo ele, “está nascendo a figura do índio-doutor, a nova geração de líderes indígenas, que vão à universidade, fazem mestrado e até mesmo doutorado. Ela gerará em uns cinco anos a autonomia dos povos indígenas”.
Segundo o site, “Esse é um tema do qual os indígenas fogem como o diabo foge da cruz. No fundo, o atual paradigma antropológico acredita que os índios são povos distintos e devem assim se manter para legitimar no futuro seus Estados indígenas independentes”, o que, de acordo com o texto, caracteriza a intenção de se criar um país indígena.
A matéria frisa ainda que “É por isso que a Funai não tem pudor de trazer índio guarani do Paraguay para invadir terras no Paraná e Mato Grosso do Sul. Na cabeça dos antropólogos eles não são brasileiros, nem paraguaios, não Guaranis. Ocorre que o mainstream da antropologia sabe que o tema é impopular e pode jogar a opinião pública contra a antropologia e os índios. Por isso eles não falam abertamente no assunto”.
O texto afirma ainda que “o velho indigenista e nacionalista, Orlando Villas-Boas já alertava para esse movimento há meio século”.