
Força-tarefa composta por representantes do Ministério Público do Trabalho (MPT) e governo do estado da Bahia, com o apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF), flagrou e resgatou 330 cortadores de cana que estavam em situação de trabalho análogo ao de escravos.
O alojamento em que viviam tinha estrutura degradante, eles também estavam trabalhando sem equipamentos de proteção à saúde e à segurança e sanitários. Outras irregularidades também foram flagradas.
O flagrante foi feito em uma fazenda pertencente à União Industrial Açucareira (Unial), no município de Lajedão, extremo-sul baiano, na divisa com Minas Gerais.
A empresa que atua no ramo sucroalcooleiro já vem sendo investigada pelo MPT há bastante tempo e teve outros episódios de resgate em situações semelhantes. Desta vez, no entanto, o nível de degradação da dignidade humana fez com que a força-tarefa classificasse a situação dos cortadores de cana como de escravidão moderna.
O superintendente da Unial na região, Edmilson Felismino de Araújo, chegou a ser conduzido à Delegacia da Polícia Federal de Porto Seguro, onde foi ouvido e liberado. A PF, no entanto, vai instaurar inquérito para apurar o caso.
A unidade da Unial em Lajedão, é alvo de dois inquéritos civis que apuram, entre outras ilegalidades, doença ocupacional e trabalho infantil. Todos os 330 trabalhadores que estavam alojados na fazenda foram identificados por nome, mas não puderam ser retirados do local por falta de condições de transporte