Por: Teoney Guerra / AtlanticaNews
02/02/2014 - 01:16:33

Na semana passada, noticiamos que os servidores da Comissão Executiva Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC) em Eunápolis estão temerosos quanto à possibilidade do escritório local do órgão ser desativado.

Na quarta-feira, o gerente regional do órgão, o engenheiro agrônomo Antônio Carlos Santos (na foto com a presidente do Sindicato Rural de Eunápolis, Eliana Menezes) falou com a reportagem sobre o assunto.

O gerente afastou o temor de que, a unidade da Ceplac em Eunápolis, bem como das demais, localizadas nas cidades da microrregião sejam fechadas. “Oficialmente não existe nada que indique o fechamento do escritório de Eunápolis ou de um dos escritórios da região”. E afirmou que o que falta é investimento no órgão, de uma forma geral: “Há 25 anos que [a Ceplac] não faz concurso público e o quadro de funcionários está envelhecendo e diminuindo”.

O gerente deixa claro que essa falta de investimentos atinge toda a Ceplac.” O que ocorre é a falta de vontade política de se investir nesse órgão tão importante. O problema é ainda mais grave, pois a Ceplac na realidade, não é [reconhecida como] um órgão, a Ceplac é um Decreto. E a gente sente, como conhecedor da história da instituição, que, na realidade, ela está fadada a morrer por inanição. Vão tirar o oxigênio, tirar o oxigênio...

O agrônomo fez uma ampla explanação sobre a história do órgão, explicando porque ele é apenas um decreto. É que ele foi criado na década de 50, como uma Comissão [Comissão Executiva Plano da Lavoura Cacaueira] que tinha como incumbência encontrar solução para a crise que se abateu sobre a cacauicultura naquela década. Com o passar do tempo, a Ceplac foi atuando como um órgão de assistência técnica, depois também como órgão de pesquisa, e assim, sem ser reconhecida como um órgão do governo federal, continua até hoje, prestando um serviço que é único no Brasil e no mundo.

Conclui o gerente do escritório de Eunápolis, dizendo que a tendência é de que os servidores atuais se aposentem e o órgão assim, seja um dia desativado,  devido à falta de investimentos e de servidores.

Em postagens recentes, órgãos de imprensa de Itabuna noticiaram em forma de denúncia essa falta de investimentos no órgão, e concluíram, assim como Antônio Carlos, que o que o governo pretende, é mesmo deixar que a Ceplac definhe até o fim, “e morra por inanição”.

 

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