
A Conmebol anunciou na noite deste domingo (30) que a Copa América está suspensa. O torneio seria realizado na Argentina, mas o avanço da pandemia de Covid-19 no país obrigou a entidade a tomar essa decisão.

A competição estava prevista para começar em 11 de junho. A atual edição era para ter sido realizada no ano passado, mas acabou adiada em um ano também em razão da expansão do coronavírus.
"A Conmebol informa que pelas presentes circunstâncias decidiu suspender a organização da Copa América na Argentina. A Conmebol analisa a oferta de outros países que manifestaram interesse em sediar o torneio continental", disse a confederação em comunicado nas redes sociais.
Momentos antes do anúncio da suspensão, o ministro do Interior da Argentina, Wado de Pedro, adiantou que o país deixaria de ser a sede do torneio devido à situação da pandemia. "Estamos muito preocupados não apenas com Buenos Aires, mas com as outras capitais que seriam sede do torneio e que estão com uma situação epidemiológica complicada."
Não está descartado o cancelamento da competição. O conselho da entidade vai se reunir de forma emergencial nesta segunda (31), às 9h (de Brasília), para decidir o futuro do campeonato.
Esse foi mais um revés para a Conmebol, que tinha como ideia inicial fazer a competição tanto na Argentina quanto na Colômbia.
As coisas começaram a degringolar no último dia 20 de maio, quando a entidade anunciou a retirada da Colômbia como sede.
A Conmebol havia chegado à conclusão de que o país, agitado por protestos sociais há semanas, não reunia condições de receber as partidas do torneio.
A decisão foi anunciada um dia depois de uma grande manifestação contrária à Copa América, em Bogotá. “Se não há paz, não há futebol”, dizia a frase exibida em cartazes e também pichada nas paredes do estádio El Campín, um dos campos que receberia jogos do torneio.
“A Conmebol agradece o entusiasmo e o empenho do presidente da Colômbia, Iván Duque”, afirmou a entidade na ocasião. “É seguro que no futuro surgirão novos projetos em conjunto para o crescimento do futebol colombiano e sul-americano.”
A Colômbia vive um ambiente de acentuada tensão social, com protestos contra uma reforma tributária proposta pelo governo.
A repressão policial teve momentos pesados, e os conflitos resultaram em ao menos 42 mortos.
Área de anexos

O Campeonato Brasileiro de 2021 começará no próximo fim de semana. No sábado (29), três jogos darão o pontapé inicial à disputa: Bahia x Santos (Pituaçu - 19h), Cuiabá x Juventude (Arena Pantanal - 19h) e São Paulo x Fluminense (Morumbi - 21h). Os outros sete confrontos da primeira rodada serão jogados no domingo (30), com destaque para o duelo Flamengo x Palmeiras, no Maracanã. O atual bicampeão nacional terá pela frente o atual detentor dos títulos da Copa do Brasil e da Libertadores, repetindo a final da Supercopa do Brasil deste ano. A CBF já desmembrou as dez primeiras rodadas da competição.
Sábado (29/05/21)
Bahia X Santos 19h00 Salvador
Cuiabá X Juventude 19h00 Cuiabá
São Paulo X Fluminense 21h00 São Paulo
Domingo (30/05/2021)
Atlético MG X Fortaleza 11h00 Minas Gerais
Flamengo X Palmeiras 16h00 Rio de Janeiro
Ceará X Grêmio 16h00 Fortaleza
Atlético do Paraná X América/MG 16h00 Curitiba
Corinthians X Atlético de Goiânia 18h15 São Paulo
Chapecoense X Bragantino 18h15 Chapecó
Internacional X Sport 20h30 Porto Alegre
Título inédito e mais do que merecido. O Atlético venceu o Bahia de Feira por 3x2 neste domingo (23), em plena Arena Cajueiro – mesmo com um homem a menos -, e ficou com o título do Campeonato Baiano de 2021. O jogo de ida, em Alagoinhas, havia acabado em 2x2.

Inédito não só para a história de 51 anos do Carcará, mas também para Alagoinhas. A cidade do sertão é apenas a terceira do interior baiano a conquistar o troféu, ao lado de Feira de Santana (Fluminense, duas vezes, e Bahia de Feira, uma) e Ilhéus (Colo Colo).
Merecido pelo passado e pelo passado e pelo presente. O Atlético foi o único time a bater o Bahia de Feira na Arena Cajueiro em 2021. Antes disso, havia ficado com o vice duas vezes. Em 1973, somente três anos após a fundação do clube, e no ano passado. Em ambos os casos, perdeu para o Bahia da capital.
Com mais um detalhe: a vitória do título veio de virada. O Bahia de Feira abriu o placar aos 17, com gol contra de Iran, que desviou de costas a bola cruzada por Cazumba em escanteio. O mesmo Iran empatou de cabeça aos 23, em cobrança de falta.
E, para completar, brilharam mais uma vez os destaques do Carcará nessa campanha: Ronan, artilheiro do Baianão, que fez aos 46 do primeiro tempo, e Dionísio, aos 24 minutos da etapa final. Marcone Pelé descontou nos acréscimos.
Vale lembrar que essa foi a primeira final entre dois times do interior baiano. Na briga entre duas cidades de peso no estado como Feira e Alagoinhas, melhor para a menor delas.
Com o troféu, além de entrar para a história, o Atlético ficou com uma vaga direta na fase de grupos da Copa do Nordeste de 2022. Os dois finalistas se garantiram também na Série D e na Copa do Brasil do próximo ano. Vale lembrar que, a partir de junho, Atlético e Bahia de Feira vão disputar a Série D 2021 - assim como a Juazeirense.
O jogo em detalhes
Atuando em casa, o Bahia de Feira começou melhor. Destaque para os velozes – e bons atletas – Pedro Neto e Thiaguinho avançando pelos lados do campo, além dos experientes Jarbas e Diones com liberdade para chegar ao ataque.
Ao sete minutos, Pedro Neto se livrou da marcação, foi à linha de fundo e cruzou na área. Deon ajeitou de cabeça e Thiaguinho chutou em cima da marcação. Aos nove, Pedro Neto recebeu nas costas da defesa e tocou para Bruninho, que foi bloqueado pela zaga.
Superior nos primeiros minutos, o Tremendão abriu o placar aos 18, numa infelicidade de Iran: após escanteio, a bola bateu nas costas do zagueiro do Atlético, que tentava evitar a subida de Eduardo, e acabou entrando no gol.
Mas Iran, um dos personagens dessa final, se redimiu logo em seguida. Aos 23, Dionísio cobrou falta lançando a bola na área e o zagueiro balançou as redes, de cabeça, dessa vez a favor do Carcará: 1x1.
Com o jogo empatado, o Bahia de Feira tentou, sem sucesso, avançar e envolver o adversário com passes rápidos. O Atlético aproveitou que o adversário atacava muito, conseguiu se defender bem e passou a ligar os contra-ataques em velocidade. Com isso, foi mais perigoso.
Num desses contragolpes, dois dos melhores jogadores deste Baianão apareceram para definir. Aos 44, Ronan lançou Dionísio em boa posição, que chutou da entrada da área e a bola bateu no braço de Wesley. Pênalti que, na cobrança, Ronan fez o quinto gol dele no estadual e se isolou na artilharia.
Não teve jeito
Mesmo com a vantagem no placar, o Carcará continuou mais perigoso no início do segundo tempo. Atento em campo, conseguia recuperar a posse no ataque e criar perigo. Aos seis minutos, em transição rápida, Dionísio arriscou de fora da área, mas a bola subiu demais.
Aos 15, um lance que tinha tudo para mudar o jogo: Gilmar, do Atlético, entrou com excesso de força, com pé alto, em Tico e recebeu o cartão vermelho após revisão do árbitro no VAR. De fato, mudou: o Carcará conseguiu se reinventar e ficar ainda mais firme em campo.
Prova disso foi a sequência vista desde os 23 minutos. Tico recebeu na direita, cortou para o meio e chutou para bela defesa de Fábio Lima. No encanteio, a defesa conseguiu afastar.
Logo após o tiro de canto, o Carcará avançou ao ataque. Ronan recebeu na entrada da área entre dois marcadores, se livrou deles e tocou para Paulinho, na direita, que cruzou rasteiro. Dionísio, na área, tocou cara a cara com Jean e fez o terceiro do Atlético.
O Bahia de Feira, naturalmente, foi para o tudo ou nada. Colocou um bom número de atacantes em campo, mas demorou para assustar. A chance mais clara após uma enxurrada de cruzamentos na área foi de Diones, aos 33, que chutou em cima da zaga.
O gol, realmente, só saiu aos 45 minutos, quando Ricardo cruzou para o meio da área, Fábio Lima saiu mal e Marcone Pelé cabeceou para um gol vazio: 3x2. Infelizmente para o Tremendão, não deu tempo de empatar. O Atlético resistiu nos sete minutos de acréscimo e ficou com a taça. O futebol baiano tem um novo campeão.
Bahia de Feira: Jean; Jarbas, Eduardo (Adriano Ferreira), Wesley e Alex Cazumba; Victor Salvador (Ricardo), Diones e Bruninho (Hugo Freitas); Pedro Neto (Tico), Deon (Marcone Pelé) e Thiaguinho. Técnico: Oliveira Canindé.
Atlético de Alagoinhas: Fábio Lima; Edson, Iran, Bremer e Radar (Paulinho); Willian Kaefer, Dionísio e Miller (Jerry); Ronan, Vitinho (Emerson) e Gilmar. Técnico: Sérgio Araújo.
Estádio: Arena Cajueiro, em Feira de Santana.
Gols: Iran (contra), aos 17, Iran, aos 23, e Ronan aos 46 minutos do 1º tempo; Dionísio, aos 23, e Marcelo Pelé, aos 45 minutos do 2º tempo.
Cartões amarelos: Diones, Marcone Pelé, Wesley e Jarbas (Bahia de Feira); Jerry, Dionísio e Miller (Atlético).
Cartão vermelho: Gilmar.
Arbitragem: Marielson Alves Silva, auxiliado por Alessandro Rocha de Matos e Jucimar dos Santos Dias.
Segue a hegemonia rubro-negra no futebol do Rio de Janeiro. Em clássico de tempos distintos diante do Fluminense, no Maracanã, o Flamengo venceu por 3 a 1 e conquistou o seu 37º Campeonato Carioca, o terceiro seguido. Com a base do time mantida desde 2019 - Rodrigo Caio, Diego, Bruno Henrique, Arrascaeta, Gabigol & Cia -, o título estadual permanece em "boas mãos", e o atual elenco segue escrevendo a história como uma das gerações mais vitoriosas do clube.
Gabriel Barbosa foi o grande nome do Flamengo, com uma grande atuação e dois gols no primeiro tempo, que foi de total domínio rubro-negro. A segunda etapa teve um Fluminense melhor, que descontou com Fred, de pênalti, mas não conseguiu empatar. João Gomes, aos 41 minutos, selou a vitória e o título.
Rogério Ceni e Roger Machado mandaram a campo o que tinham de melhor, e o Fla-Flu decisivo desenrolou-se de forma previsível: o Rubro-Negro ocupando o campo ofensivo, com a bola, o Tricolor buscando o contra-ataque. Contudo, apenas a estratégia do Flamengo funcionou no primeiro tempo no Maracanã.
Após um breve início em que o Fluminense adiantou a marcação, o Flamengo passou a encontrar espaço para trocar passes, envolveu o adversário e rondou a área de Marcos Felipe. Aos poucos, foram-se acumulando as chances pedidas - o que já é característico da equipe de Rogério Ceni. Até que Gabigol decidiu.
Tabelando com Bruno Henrique e Arrascaeta pela esquerda, com Everton Ribeiro no lado direito e invadindo a área, o camisa 9 já era o principal nome do clássico. A zaga do Fluminense não sabia como acompanhar a movimentação do atacante, que, aos 40, recuou até o meio de campo e deu ótima assistência para Arrascaeta. O uruguaio invadiu a área e foi derrubado por Marcos Felipe.
Na cobrança, Gabriel Barbosa mostrou a categoria de sempre: bola de um lado, goleiro do outro. Flamengo na frente aos 43. Três minutos depois, Filipe Luís encontrou o atacante pelo lado esquerdo, que chutou cruzado e ampliou: 2 a 0.
TRICOLOR VAI ATRÁS DA DIFÍCIL MISSÃO
Para o Fluminense, a missão após o intervalo estava difícil: ao menos empatar o jogo para levar a decisão para os pênaltis. A atuação fraca no primeiro tempo, com um meio de campo que não soube diminuir os espaços para o adversário, tampouco contra-atacar, fez com que Roger Machado tirasse Luiz Henrique e Kayky, colocando Caio Paulista e Gabriel Teixeira. A resposta foi imediata.
Com uma marcação mais agressiva, o Fluminense logo voltou ao jogo. Rodrigo Caio acertou a perna de Caio Paulista, e o pênalti foi confirmado após revisão do VAR. No primeiro tempo, o Tricolor havia reclamado de uma mão na bola de Willian Arão. Fred cobrou bem e deixou o placar em 2 a 1 aos três minutos.
Obrigando o Flamengo a correr e marcar, o Fluminense entrou no jogo de vez. O clássico, assim, ficou aberto, com espaço para os dois times irem ao ataque. Marcos Felipe, em finalizações de Arrascaeta e Filipe Luís, fez boas defesas.
Já o ataque Tricolor apostou na bola aérea, aspecto frágil e conhecido deste sistema defensivo montado por Rogério Ceni. Ciente disso, Roger Machado acionou Abel Hernández e Bobadilla na reta final. A bola cruzou a área de Gabriel Batista com perigo algumas vezes, mas o gol de empate não saiu.
JOÃO GOMES ENTRA E FAZ O GOL DO TÍTULO
Pensando em dar maior proteção à defesa e intensidade ao meio de campo na reta final, Ceni acionou João Gomes, mas coube ao jovem e promissor meia marcar o gol que garantiu o título do Campeonato Carioca ao Flamengo. Pedro tabelou com Vitinho e finalizou forte, Marcos Felipe defendeu, mas, no rebote, o camisa 35 apareceu para marcar o seu primeiro gol como profissional: 3 a 1 aos 41 minutos. Restou ao Flamengo aguardar o apito final para comemorar.
FICHA TÉCNICA
FLAMENGO 3X1 FLUMINENSE
Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Bruno Arleu de Araújo
Assistentes: Rodrigo Figueiredo Henrique Corrêa e Thiago Henrique Neto Corrêa Farinha
Árbitro de vídeo: Carlos Eduardo Nunes Braga
Gols: Gabriel Barbosa (1-0, 43'/1ºT e 2-0, 46'/1ºT) e Fred (2-1, 6'/2ºT)
Cartão amarelo: Rodrigo Caio e Bruno Henrique (FLA); Marcos Felipe, Nino, Luccas Claro, Danilo Barcelos, Yago Felipe e Fred (FLU)
Cartão vermelho: Não houve.
FLAMENGO (Técnico: Rogério Ceni)
Gabriel Batista; Isla (Matheuzinho, 40'/2ºT), Willian Arão, Rodrigo Caio e Filipe Luís; Gerson (João Gomes, 40'/2ºT), Diego (Hugo Moura, 43'/2ºT), Everton Ribeiro e Arrascaeta (Vitinho, 35'/2ºT); Bruno Henrique e Gabriel Barbosa (Pedro, 35'/2ºT).
FLUMINENSE (Técnico: Roger Machado)
Marcos Felipe; Calegari, Nino, Luccas Claro e Danilo Barcelos; Yago Felipe (Bobadilla, 36'/2ºT), Martinelli e Nenê (Cazares, 23'/2ºT); Luiz Henrique (Caio Paulista, Intervalo), Kayky (Gabriel Teixeira, Intervalo) e Fred (Abel Hernández, 36'/2ºT).
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O primeiro Fla-Flu da final do Carioca respeitou a grandeza do clássico e teve todos os ingredientes da rivalidade regional. Dois times dispostos a jogar futebol, mas que também usaram das provocações para desestabilizar o adversário e uma infinidade de cartões amarelos distribuídos. No campo, o rubro-negro foi melhor, mas clássico não se ganha só com qualidade e o tricolor conseguiu o empate em 1 a 1, neste sábado, no Maracanã. Como não há vantagem na decisão do Estadual, um novo empate decidirá o título nas cobranças de pênaltis. Quem vencer por qualquer placar leva a taça.
A presença de 150 convidados de cada clube, autorizados pela Ferj seguindo o protocolo sanitário da entidade, ajudou a ambientar ainda mais o clássico. Ainda que sejam denominados convidados, rubro-negros e tricolores agiram como são: torcedores. Ao ponto de ter leve bate-boca entre um convidado do Fluminense e o atacante Gabriel Barbosa. Não à toa, o artilheiro comemorou seu gol de pênalti com o tradicional dedo na boca, pedindo silêncio.
As discussões e o jogo duro também adentraram o gramado e a arbitragem teve de segurar a partida com nove cartões amarelos. Alguns poderiam ter sido, inclusive, vermelhos.
A intensidade nas atitudes dos envolvidos no jogo se repetiu nas quatro linhas. A escalação de Rogério Ceni com seu time titular — com exceção de Diego Alves, machucado — era prova clara de que ele precisaria de sua força máxima para superar o tricolor.
Já Roger Machado apostou na velocidade dos jovens Gabriel Teixeira e Kayky para abrir o jogo e segurar os laterais do Flamengo. A tática não deu muito certo no primeiro tempo. O time até tentou fazer pressão na saída de bola do rubro-negro e acelerar o jogo. Não surtiu efeito.
Com experiência de um time acostumado a decisões, o rubro-negro deixou seus laterais mais presos na marcação e fez o jogo no meio-campo. Diego, Gerson e Everton Ribeiro dominaram o setor e acionaram Arrascaeta, Bruno Henrique e Gabi.
O volume de jogo foi o suficiente para que antes da primeira metade do primeiro tempo o time estivesse com a vantagem na placar. O gol veio em jogada de Gerson, um dos melhores em campo e que despertou o interesse do Olympique de Marselha — a primeira oferta dos franceses foi recusada pela diretoria, mas as negociações continuam. O volante sofreu pênalti claro de Egídio. Gabigol bateu com segurança e marcou o sexto gol no Carioca e o 50ª dele no Maracanã, tornando-se o maior artilheiro do estádio após as reformas.
Bastidores:o pedido de Ceni ao Flamengo sobre Gerson ao fim do Brasileiro
O repertório rubro-negro estava a postos e as chances surgiram com facilidade. Mas o time desperdiçou ou viu Marcos Felipe aparecer com segurança sob a trave. Num clássico, isso pode ser fatal. E acabou sendo.
A diferença entre os times não estava exatamente em relação ao domínio de um sobre o outro. O Fluminense também teve suas chances. Todas as jogadas do tricolor surgiam com certa dificuldade, uma bola mascada, um rebote ou uma bola prensada. E foi assim que o tricolor chegou ao empate, graças a algumas mudanças feitas por Roger que ajudaram a equilibrar a partida ao colocar a bola no chão.
Cazares cobrou escanteio, a defesa rubro-negra tirou e Egídio ficou com a sobra, levantou a bola na área, Luiz Henrique escora de cabeça e Abel Hernández, sozinho, cabeceou no gol aberto. O título está em aberto. Área de anexos
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"Não podemos negar o perigo que representam as numerosas novas variantes do vírus que vão chegar a Tóquio a partir de todo o mundo", completa o comunicado dos médicos.

O Japão enfrenta atualmente a quarta onda de infecções pelo vírus e diversas regiões, incluindo a capital, se encontram em estado de emergência. Os sistemas hospitalares estão novamente sob pressão e os médicos denunciam repetidamente a falta de funcionários para o atendimento dos pacientes.
Nos últimos dias, vários governadores de províncias japonesas indicaram que não reservarão leitos hospitalares para atletas enfermos.
Os projetos de algumas delegações de treinar no Japão antes do início dos Jogos foram cancelados.
A 10 semanas da abertura dos Jogos Olímpicos, grande parte da opinião pública japonesa permanece contrária ao evento. Pesquisas mostram que a maioria dos japoneses deseja um adiamento ou o cancelamento.
O comitê organizador insiste que tem capacidade de garantir Jogos Olímpicos seguros graças às medidas adotadas.
Rodriguinho ergue a taça e jogadores do Bahia festejam no gramado do Castelão
Rodriguinho ergue a taça e jogadores do Bahia festejam no gramado do Castelão.

Uma pedra que estava no caminho do Bahia desde 14 de novembro de 2018, ou, quem sabe, desde 2015. O gosto de vitória se misturou com vingança na tarde deste sábado (8), no estádio Castelão, em Fortaleza. Com gols de Rodriguinho e Gilberto, o Bahia enfim ganhou do Ceará por 2x1 no tempo normal, 4x2 nos pênaltis, e conquistou a Copa do Nordeste pela quarta vez em sua história.
Eram oito jogos seguidos sem vencer o time alvinegro. Nos últimos cinco encontros, apenas derrotas para o tricolor. Em 2018, Edigar Junio usou da mística de Raudinei para virar o placar para 2x1 aos 47 minutos do segundo tempo. Dessa vez, o Bahia abriu 2x0, mas sofreu um gol de Jael perto do fim da partida. Como o Ceará havia vencido por 1x0 em Pituaçu, a final foi para a disputa de pênaltis.
Nas cobranças, coube ao zagueiro argentino Conti bater a última penalidade e garantir a conquista. Com o título, o Bahia se iguala ao Vitória como maior campeão da Copa do Nordeste: quatro troféus para cada uma das equipes de Salvador.
O jogo
Os dois times mostraram apetite e a busca pelo gol desde o início. Nos primeiros minutos, o Bahia se utilizou novamente do seu lado direito para buscar os ataques, dessa vez com Renan Guedes, já que Nino, suspenso, ficou fora do jogo decisivo. A primeira chegada de maior perigo, no entanto, foi do Ceará. Em cobrança de escanteio aos oito minutos, Oliveira cabeceou no susto e a bola foi no cantinho do goleiro Matheus Teixeira, que precisou se esticar todo para evitar o gol cearense.
Aos poucos, o confronto ficou mais pegado e bastante interrompido. As chegadas dos defensores começaram a ficar mais fortes e os cartões surgiram na partida, junto com os ânimos mais acalorados dentro e na beira do campo, nos bancos de reservas. Os atacantes Rossi e Mendoza chegaram a se desentender e tiveram uma discussão, que gerou cartão amarelo para ambos. O tricolor demonstrava dificuldades para criar jogadas, assim como havia ocorrido no primeiro jogo, em Pituaçu.
A primeira chance de perigo do Bahia aconteceu aos 28 minutos. Em contra-ataque com boa troca de passes, Matheus Bahia foi acionado na esquerda, deixou o marcador no chão e chutou de perna direita. Apesar de fraco, o chute levou perigo para o gol de Richard. Dez minutos depois, outra boa trama com Rodriguinho. O camisa 10 tabelou com Thaciano e chutou cruzado, perto da trave.
A resposta imediata veio com Mendoza, que chutou de esquerda e a bola passou perto. A "trocação" continuou na partida, que ganhou momentos de intensidade. Após cruzamento de Rossi da direita, Thaciano recebeu de Gilberto na área e soltou duas bombas seguidas, ambas em cima e defendidas por Richard. O goleiro ainda defendeu um chute de Rodriguinho no lance seguinte. No contra-ataque, Vina saiu de cara para o gol e chegou a driblar Matheus Teixeira, mas perdeu ângulo e a jogada terminou com defesa do goleiro tricolor.
Virada e lei do ex (de novo)
O ritmo frenético que acabou o primeiro tempo esfriou no intervalo. A segunda etapa começou parecida com a primeira. Aos poucos, o Bahia buscou pressionar o Ceará, em busca de um gol que daria a igualdade no placar agregado. Aos 13 minutos, uma bola na área desviada de cabeça por Gilberto tocou na mão do zagueiro Luiz Otávio. O árbitro Denis da Silva Ribeiro Serafim foi chamado pelo VAR e marcou o pênalti. Na bola, Rodriguinho. O capitão tricolor deslocou Richard e abriu o placar para o Esquadrão.
O momento psicológico do jogo mudou com o gol. Sete minutos depois, Gilberto recebeu bola de Rodriguinho em contra-ataque puxado por Matheus Bahia no lado esquerdo. O número 9 cortou para o meio e, de perna canhota, venceu o goleiro Richard e aumentou a vantagem do Esquadrão para 2x0.
Pela primeira vez à frente no placar nos 180 minutos, Dado Cavalcanti buscou aumentar o poder de marcação no meio-campo e sacou Thaciano para colocar Lucas Araújo. Pouco depois, Dado reforçou sua ideia ao promover a entrada de Edson no lugar de Daniel. Guto Ferreira respondeu, com as entradas de dois centroavantes: Jael, carrasco do primeiro jogo, e Cleber, algoz da final de 2020.
As alterações de Guto deram resultado em apenas oito minutos. Jael, de novo ele, testou firme aos 38 após cruzamento de Marlon da direita e descontou para o Ceará. Dois minutos depois, ele ainda teve uma falta frontal, mas Mendoza pegou a bola para bater e acertou a barreira. Na sobra, o próprio Jael isolou.
Ficou claro que a estratégia do Vozão seria a bola aérea. Aos 48 minutos, a última chance: Cleber cabeceou a bola após escanteio, para fora.
Nos pênaltis, Rodriguinho fez para o Bahia e Lima para o Ceará. Na segunda bola, Galdezani converteu e Matheus Teixeira brilhou, pegando a cobrança de Jorginho. Richard cresceu para cima de Thonny Anderson e pegou a cobrança dele. Para sorte do atacante tricolor, Marlon chutou para fora. Lucas Araújo converteu e colocou novamente o Bahia na frente: 3x1. Na última do Vozão, Fernando Sobral converteu, mas não foi suficiente. Conti fez e deu o título para o Esquadrão.
FICHA TÉCNICA
Ceará 1x2 Bahia (nos pênaltis: 2x4) - Final da Copa do Nordeste
Ceará: Richard, Gabriel Dias (Cleber), Messias, Luiz Otávio e Bruno Pacheco; Pedro Naressi (Fernando Sobral), Oliveira (Marlon) e Vina (Jorginho); Lima, Felipe Vizeu (Jael) e Mendoza. Técnico: Guto Ferreira.
Bahia: Matheus Teixeira, Renan Guedes, Conti, Juninho e Matheus Bahia; Jonas (Matheus Galdezani), Thaciano (Lucas Araújo) e Daniel (Edson); Rossi (Oscar Ruíz), Gilberto (Thonny Anderson) e Rodriguinho. Técnico: Dado Cavalcanti.
Estádio: Arena Castelão, em Fortaleza
Gols: Rodriguinho aos 18 minutos, Gilberto aos 25, Jael aos 38, todos no 2º tempo
Cartão amarelo: Lima, Mendoza; Juninho, Rossi, Matheus Galdezani, Daniel e Lucas Araújo
Arbitragem: Denis da Silva Ribeiro Serafim, auxiliado por Esdras Mariano de Lima Albuquerque e Brigida Cirilo Ferreira (trio de Alagoas).
A saída de Robson Oliveira pelo portão de desembarque do aeroporto do Galeão foi a cena de felicidade pela qual ele, sua família e os amigos tanto aguardavam. Mas isso não significa que a história que o levou a passar mais de dois anos numa prisão na Rússia tenha chegado ao fim. Há novos passos a serem dados por ele e seu advogado. Mas o objetivo agora não é a liberdade, já obtida. Mas, sim, a busca por reparação.

O discurso de seu filho Robson Santos, enquanto aguardava pelo pai no aeroporto, deixou bem claro: para nenhum deles a Justiça foi feita. O motorista, preso por levar medicamentos proibidos na Rússia a pedido do jogador de futebol Fernando, para quem ele trabalhava à epoca, perdeu dois anos de sua vida. A liberdade, concedida no último domingo após a assinatura do indulto do presidente Vladimir Putin, não devolve este tempo.
— Na verdade, não foi feita justiça. Nada vai reparar os dois anos que ele ficou lá. Só ele e nossa família sabemos o que passamos. Gastamos, tivemos custo com advogados em cima de uma promessa que seria boa, de trabalhar em outro país com um jogador — desabafou Robson Santos:
— Isso mexeu com a vida de todo mundo. Ele não viu o nascimento do neto. Muitas coisas ele perdeu. Aniversários, Natal, Dia das Mães. E nada vai reparar estes dois anos. Então não houve justiça.
A compensação será buscada na Justiça. Oliveira irá entrar com um pedido de indenização por danos morais e materiais contra Fernando. O entendimento é de que o jogador colocou o motorista nesta situação de forma consciente. Ele sabia que o medicamento era proibido na Rússia e que tentar entrar no país com ele é crime. Para completar, se omitiu e não assumiu a responsabilidade pelo ato quando o motorista foi preso.
A defesa de Oliveira irá pedir que o ressarcimento financeiro que compense os gastos que a família de Oliveira teve para buscar sua liberdade e o prejuízo gerado pelo fato de ele não poder ajudar no sustento da mãe e dos filhos ao longo destes mais de dois anos. Além, claro, de uma compensação pelo dano causado na imagem do motorista e o abalo emocional provocado nos familiares.
Ex-motorista do jogador Fernando tentou entrar com medicamentos proibidos no país. Ele desconhecia a proibição e levava os produtos a pedido do patrão e ficou dois anos presos na Rússia. Caso comoveu o país e contou com a atuação do Governo Federal
Ex-motorista do jogador Fernando tentou entrar com medicamentos proibidos no país. Ele desconhecia a proibição e levava os produtos a pedido do patrão e ficou dois anos presos na Rússia. Caso comoveu o país e contou com a atuação do Governo Federal
O trabalho será feito de forma a vincular Fernando com o episódio. Os advogados que trabalharam pela defesa de Oliveira em Moscou eram contratados pelos sogros do jogador. O entendimento é que, com essa manobra, o atleta tentou blindar sua imagem. No entanto, o advogado do motorista no Brasil garante ter provas e depoimentos que comprovam sua responsabilidade.
— Ele sempre soube que o medicamento era proibido na Rússia. Temos o depoimento de uma babá que trabalhou antes do Robson e que confirma que ele já tentava levar o produto para lá. Ele já tentou autorização com os médicos do clube e nunca conseguiu. E decidiu correr o risco mesmo assim expondo o Robson — disse o advogado Olimpio Soares.
No aeroporto, Oliveira recusou-se a falar sobre Fernando. Mas deixou escapar uma informação que será usada no pedido de ação reparatória.
— Eu não sabia que tinha medicamento na mala. Então não poderia saber se era proibido ou não.
Oliveira chegou a Moscou em 10 março de 2019 com a pretensão de trabalhar para o jogador Fernando, que na época atuava pelo Spartak Moscou. O remédio que ele levava na bagagem (duas caixas, com 40 comprimidos no total, de Mytedom — cloridrato de metadona — 10mg) é prescrito no Brasil para pacientes que convivem com dor ou tratamento de desintoxicação de narcóticos. Eles eram destinados ao sogro do atleta, William Pereira de Faria.
A substância é proibida na Rússia e foi apreendida pelas autoridades. William alegou ter pedido a medicação por sofrer de dores nas costas. Mas, oito dias depois, Oliveira foi preso depois de prestar depoimento. Uma carta foi enviada ao presidente russo, Vladimir Putin, pedindo a soltura do motorista, sob o argumento de que ele entrou nessa situação por total desconhecimento da regra local.
Em dezembro, a Justiça local condenou o brasileiro a três anos por contrabando e tentativa de tráfico de drogas. Desde então, o processo de transferência ao Brasil era tratado entre o Itamaraty e o governo russo. No último domingo, o indulto enfim foi concedido.
Santos contratou Fernando Diniz como substituto de Ariel Holan, que entregou o cargo na semana passada (26). O treinador terá contrato de um ano, sem multa rescisória — assim como não teve no São Paulo e Athletico-PR — e já começou a conversar com a diretoria sobre reforços.

Diniz sempre foi um dos nomes fortes da presidência. mas dividiu opiniões no Comitê de Gestão - alguns membros acreditavam que o treinador não tinha o perfil do Peixe. Havia também algum receio por causa da briga do treinador com Tchê Tchê durante a passagem de ambos pelo São Paulo.
A falta de opções disponíveis no mercado ajudou a fazer com que o receio fosse superado e as partes chegassem em um consenso. O novo comandante também tem características vistas com bons olhos pela direção santista; a principal delas é a facilidade para trabalhar com jovens, que formam a maior parte do elenco no momento.
Livre da punição na Fifa, a diretoria já avisou que fará contratações pontuais. É pouco provável que venham contratações de peso. A lateral-esquerda e o meio-campo são prioridades.
Antes de Diniz, a diretoria também conversou com Guto Ferreira, atualmente no Ceará, e com Lisca, no América-MG. A dupla, porém, recusou as ofertas por já terem trabalhos em andamento em outros clubes. Pepa, do Paços de Ferreira (POR) esteve na mira, mas as conversas não evoluíram já que português ter conversas avançadas com um clube de seu país.
Deu início no último dia 08 de abril o *THE NEW STAR* Relity Show de Jiu-Jitsu com a produção de uma das principais organizações de Jiu-Jitsu do mundo que é o BJJ STARS “O Maior evento de jiu-jitsu com transmição ao vivo via paper view”.

O THE NEW STARS, vai relevar as próximas grandes estrelas na faixa preta e conta com 16 atletas sendo 8 Homens e 8 Mulheres divididos em dois times, nenhum com título mundial da IBJJF que ficarão confinados em uma casa no estado de São Paulo por um período de 30 dias participando de provas de resistencia física, de conhecimento referente ao jiu-jitsu entre outras.

A indicação da Bahia veio através da Federação Baiana de Jiu-Jitsu (FBJJO) que devido ao seu trabalho de fomento ao jiu-jitsu Baiano, vem trancedendo os limites do território baiano, levando o jiu-jitsu estadual para cada vez mais longe com sua forma profissional na qual vem trabalhando.

Foi solicitado a FBJJO (01 atleta): Faixa-Preta, Feminino, Adulto, Até 9kg e dentro dessas referênia, a entidade estadual indicou REBECCA DE ALBUQERQUE, moradora de Salvador da Equipe Fight Club @rebeccadealbuquerque (INSTAGRAM).
O reality já está no 4º Episódio e são transmitido de forma gratuíta no Youtube pelo cana BJJ STARS OFICIAL, e vão ao ar todas as Terças e Sextas-Feira as 20h.
Com produção, qualidade de imagem e som a nível internacional, o THE NEWS STAR vem atraindo olhares não só para os praticantes de jiu-jitsu e sim do público em geral que simpatizam com algum dos confinados.
“É mais uma vitória do Jiu-Jitsu Baiano, pois conseguimos colocar uma baiana em uma das maiores empresas de jiu-jitsu do mundo e com certeza isso irá abrir mais portas e dará uma grande visibilidade para a arte que também é praticada em nosso estado”; disse Washington Sampaio (Diretor Geral da FBJJO).
Fonte: ASCOM FBJJO - @federacaobaianadejiujitsu – www.fbjjo.com.br