Por: Assessoria de Comunicação
18/03/2020 - 20:35:36

Entrando no último ano do seu mandato na presidência da Confederação Brasileira de Basketball (CBB), o paraense Guy Peixoto Jr, já sabe quais são as prioridades. O ex-jogador que ver os selecionados nacionais masculinos de Basquete 3x3 e 5x5 classificados para os Jogos Olímpicos de Tóquio – 2020, além de seguir com o trabalho de recuperação administrativa principal entidade do basquete brasileiro.

“Dentro de quadra, a expectativa é garantir as vagas olímpicas do basquete masculino 5x5 e também no 3x3. Além disso, quero continuar o trabalho de renovação da seleção feminina, para que possamos voltar a ter um time vitorioso, como já tivemos; na base, a expectativa é manter a hegemonia no continente, além da realização do Campeonato Brasileiro de seleções estaduais”, explicou.

“Ficarei triste se não conquistarmos a vaga, mas não podemos ser imediatistas. Foram quase nove anos de desmandos na CBB, que não serão resolvidos do dia para a noite. O orçamento da Federação Francesa é 25 vezes maior do que o nosso. O da Austrália é 15 vezes maior. O altíssimo nível que o basquete internacional hoje vive, não permite planos imediatistas. Nossa gestão está à frente da CBB há três anos, sendo que em quase metade dela, estivemos suspensos pela Federação Internacional, herança da gestão anterior, sem poder participar de qualquer competição internacional. Todo esse episódio aconteceu justamente no atual ciclo, o de Tóquio – 2020”, acrescentou.

“Já fora de quadra, quero dar sequência ao processo de reestruturação administrativa e financeira do basquete brasileiro, dentro das mais sólidas normas de Compliance Internacional”, complementou Guy.

Para conseguir êxito em sua gestão, Guy Peixoto Jr teve que lutar muito, pois se deparou com uma situação muito pior que imaginava. “O buraco em que a CBB se encontrava era muito maior do que imaginávamos, uma vez que a administração anterior maquiava o balanço financeiro, omitindo dados e débitos. Só conseguimos entender todo o contexto da entidade após a contratação da BDO Consultoria, que nos auxiliou no documento que mais tarde se transformou no processo judicial que movemos contra o ex-presidente, pedindo que ele seja responsabilizado pelas ações. Esse processo, inclusive, já está no âmbito federal. Ainda conseguimos, em assembleia, puni-lo com a suspensão por dez anos dos seus direitos esportivos, a maior punição possível pelo atual estatuto”, relatou.

Com esse panorama, fica complicado imaginar como seria o andamento o basquete brasileiro, sem a atual gestão da CBB. “Não me considero um salvador da pátria, mas fico muito feliz em poder contribuir para a retomada do meu esporte, a quem devo uma grande parte da minha vida e formação, além do sucesso profissional. Este trabalho ainda não se encerrou. Ainda temos muitos desafios pela frente. Gostaria de agradecer à minha equipe de trabalho, presidentes das federações e todos que nos ajudaram até aqui com este trabalho”, comentou o presidente.

Um dos pontos de destaque da atual gestão da Confederação Brasileira foi dar uma atenção mais do que especial à base. “Dentro da governança do basquete mundial, a responsabilidade de desenvolvimento da base é das confederações. Quando assumi em março de 2017, não vinham sendo realizados estes campeonatos. A partir daí eles foram sendo retomados, a ponto de chegarmos a 30 campeonatos em 2020, do sub-12 ao sub-23, masculino e feminino, 5x5 e 3x3, com quase quatro mil atletas e 100 clubes em atividade, de todas as regiões do País”, explicou Guy.

“Hoje, temos parcerias importantes com o Comitê Olímpico do Brasil (COB), Comitê Brasileiro de Clubes (CBC) e prefeituras, que dão suporte a realização desses torneios. Meu maior desejo e trabalho neste momento é para o retorno dos Campeonatos Brasileiros de Seleções Estaduais de Base, o que ainda não foi possível devido às restrições orçamentárias que já citamos anteriormente”, complementou o presidente.

Além disso, a atual gestão da Confederação Brasileira fez muito mais. “Criamos apenas o CBB Cuida, que é o nosso projeto social junto às seleções brasileiras. Nesses três anos, fortalecemos nossas redes sociais, engajando com o público amante do basquete, com uma linguagem atual e que atinge os nossos fãs. Trabalhamos melhor o marketing, como por exemplo com a criação da mascote 'Cestinha'. Criamos ainda um podcast, o 'Rádio CBB', onde os nossos técnicos, atletas e ídolos do basquete brasileiro interagem com o público. Finalmente conseguimos conversar com o basquete brasileiro na velocidade da internet. Todos esses projetos são relacionados ao basquete 5x5 e 3x3”, explicou o presidente.

“Na área de comunicação, estamos trabalhando para criar a TV CBB, com conteúdo do basquete brasileiro em vídeo. Na área esportiva, vamos realizar em 2020 a primeira edição do Campeonato Brasileiro Adulto da terceira divisão, em parceria com o Comitê Brasileiro de Clubes. E no feminino, talvez tenhamos a possibilidade de realizar a segunda divisão e quem sabe até a terceira”, finalizou Guy Peixoto Jr.

Foto: Jorge Bevilacqua/ASE

 


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