Por: Framme reprodução/SporTV
09/01/2019 - 11:36:21

Todos os anos, a Copa São Paulo de Futebol Júnior inaugura o calendário esportivo do futebol brasileiro. A Copinha, como é carinhosamente chamada, já revelou muitos grandes jogadores. E o Torcedores listou ao menos três motivos que fazem, da competição, o maior celeiros de craques do país.

Em 2019, a Copa São Paulo chega a 50ª edição. Em meio século de competição, a Copinha viu equipes campeãs, craques surgirem e grandes jogos nos campos espalhados pela capital e o interior do estado mais rico do Brasil.

Antes do início da competição, o Torcedores elaborou um lista com ao menos três motivos para que a competição sub-20 seja tida como maior celeiro de craques do Brasil.

História

Batizada inicialmente de Taça São Paulo de Juniores, a competição surgiu em comemoração ao aniversário da capital paulista. Tanto que a final é tradicionalmente realizada no dia 25 de Janeiro, data da celebração.

A partir de 1969, o torneio deixou de ser promovido pela Prefeitura de São Paulo. A FPF (Federação Paulista de Futebol) assumiu a organização. Inicialmente, a Copinha era disputada apenas por jogadores com idade até 18 anos. A partir de 2010, a competição se tornou sub-19 e, posteriormente, sub-20, em 2013.

Ao longo de 49 edições (em 1987 não houve disputa por conta da falta de interesse do prefeito Jânio Quadros), muitos dos destaques da competição se tornaram grandes nomes do futebol nacional. Os goleiros Dida e Rogério Ceni, o lateral Cafu, os volantes Paulo Roberto Falcão e Toninho Cerezo, os meias Neto e Raí e os atacantes Diego Tardelli, Luís Fabiano, Luizão e Vágner Love são alguns exemplos.

Recentemente, a Copinha foi palco do surgimento de Lucas Moura (à época ainda conhecido como Marcelinho), hoje no Totteham, da Inglaterra, Paulo Henrique Ganso, emprestado ao Amiens, da França, pelo Sevilha, da Espanha, Gabriel Jesus, do Manchester City, da Inglaterra, e Neymar, do PSG, da França. Relembra abaixo a estréia do camisa 10 da Seleção Brasileira na edição de 2008:

Caráter nacional

A Copa São Paulo é, muitas vezes, a maior chance para aspirantes a jogadores nascidos em cidades periféricas. A competição é disputada por equipes de Norte a Sul do país. Algumas com estrutura semiprofissional.

A edição de 2019 contará com 128 clubes, divididos em 32 grupos de quatro equipes. Com direito a representantes de todos os 27 estados e o Distrito Federal. Na Copinha é possível ver equipes como Legião FC, do Distrito Federal, Trem DC, do Amapá, e Ariquemes, de Rondônia.

Até mesmo clubes internacionais já participaram da Copinha. Na década de 1980, Boca Junior, da Argentina, Peñarol, do Uruguai, Cerro Porteño, do Paraguai, e até o Bayern de Munique, da Alemanha, chegaram a participar. O último estrangeiro foi o Kashiwa Reysol, do Japão, que participou em 2014.

Um exemplo de sucesso é o meia Valdívia. O apoiador foi o artilheiro da edição 2012 pelo modesto Rondonópolis, do Mato Grosso, com 8 gols. Depois da competição, o goleador foi disputado por Corinthians, São Paulo, Grêmio, Fluminense e Internacional, optando pelo Colorado. Confira abaixo uma entrevista de Valdívia à época:

Outro exemplo é o meia Luan, do Grêmio. O apoiador disputou a Copinha em 2013 pelo América-SP. Destaque com seis gols, o jogador atraiu a atenção de São Paulo e Grêmio. Acertando com o Tricolor Gaúcho.

Grandes equipes

A Copinha sempre foi bastante disputada pelos gigantes do futebol brasileiro. O maior campeão é o Corinthians, com 10 títulos. Seguido por Fluminense, com cinco, e Flamengo, com quatro.

O Rubro-Negro, que é o atual campeão, venceu o primeiro título em 1990. Naquele ano, o Fla tinha uma grande equipe. Entre os jogadores estavam o zagueiro Junior Baiano, o volante Fabio Augusto, os meias Djalminha e Marcelinho Carioca, além do atacante Nélio. Djalminha foi inclusive eleito o craque da competição daquele ano. Relembre abaixo a goleada do Flamengo sobre o Corinthians por 7 a 1 pela segunda fase do torneio:

Até mesmo clubes de menor expressão tiveram a chance de mostrar seus esquadrões. No ano seguinte, a Portuguesa foi campeã com o “Losango Flutuante” formado por Dener, Tico, Pereira e Sinval. Foi nesta edição que o Brasil começou a ter contato com o talento do meia-atacante Dener, que faleceu em 1994 após um fatídico acidente de carro. Reveja abaixo a goleada da Lusa por 4 a 0 sobre o Grêmio pela final da Copinha de 1991:

Neymar, aos 15 anos, concedendo entrevista após sua estréia na Copa São Paulo de Futebol Jr. 2008.

 Framme reprodução/SporTV

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